Aflita ao presenciar o sofrimento do meu irmão, esperando há mais de 40 dias por uma vaga para cirurgia vascular, liguei para o Samu para levá-lo a uma UPA, tendo em vista que não tenho automóvel e ele não consegue andar, pois suas pernas e pés estão muito inchados e há feridas nos pés.
Após ser transferida, um atendente que não sei o nome (se ele disse, não consigo lembrar), após ouvir minha súplica, disse calmamente que o Samu não é para casos como o do meu irmão.
Perguntei o que eu faria e ele literalmente me respondeu que eu deveria chamar um táxi ou Uber. Perguntei: e se eu não tiver dinheiro? Ele respondeu: a senhora chama um vizinho. E me desculpe que tenho outras chamadas para atender.
E o telefone ficou mudo...
Agora vou te responder, senhor atendente: - Não sei qual é sua função, se é médico ou telefonista; seja qual for, não lhe qualifica para diagnosticar alguém por intermédio de outra pessoa (no caso, eu).
E, não, eu não chamei um vizinho porque eu não pago o salário dele.
Eu, assim como toda a população, pagamos o seu salário.
Você está lidando com o sofrimento das pessoas, portanto, cuidado com suas palavras e atitudes.
A propósito, graças a Deus e à família que tenho, eu chamei um Uber.
E a pergunta que não quer calar: e quem não tem dinheiro para táxi, Uber e não tem um vizinho com automóvel, faz como?