Completando duas décadas neste mês, a Associação Mulher Unimed (AMU) comemora a atuação em diversos projetos sociais, principalmente aqueles voltados à inclusão de pessoas com deficiência visual. Entre as atividades, estão parcerias com o Lar Escola Santa Luzia - até com apoio aos times de goalball - e também ações sociais no contraturno escolar com crianças do Instituto Social São Cristóvão, no Jardim América.
"São trabalhos voluntários feitos com muito empenho e responsabilidade", destaca a presidente da AMU, Cidinha Agostinho.
Para festejar a data, o coral do Instituto Social São Cristóvão fez uma apresentação nesta terça-feira (23) na sede da Unimed Bauru, cantando canções populares brasileiras.
GOALBALL
Esporte paralímpico, o goalball ganhou destaque após o ouro da Seleção Masculina nos jogos do Japão de 2021. A modalidade, exclusiva para deficientes visuais, utiliza uma bola com guizos, arremessada com o objetivo de marcar gols no adversário.
As equipes masculina e feminina do Lar Escola Santa Luzia foram montadas em 2019 e, neste ano, passaram a disputar competições nacionais. "É um projeto que transforma a vida dessas pessoas. Para alguns, é o principal motivo para sair de casa", explica a coordenadora, Marli Nabeiro. Os times contam com apoio da AMU, principalmente com fornecimento de materiais aos nove atletas. "Alguns equipamentos, como a própria bola, custam caro, porque são importados. Além, disso, usamos joelheiras e cotoveleiras, que se desgastam rápido", complementa.
Neste ano, pela primeira vez, os times disputaram o campeonato nacional em São José dos Campos. Agora, a comissão técnica se prepara para sediar um torneio amistoso em Bauru. Os jogos serão no final do ano na FIB. "Já temos confirmação das equipes de Itapetininga, Ribeirão Preto e Itu. Certamente teremos confirmação de outras cidades", afirma Nabeiro.
TÁTIL
Além de apoiar o esporte, a AMU também desenvolve trabalhos no Jardim Sensorial, no Jd. Botânico, em parceria com o Lar Santa Luzia. O espaço, inaugurado em 2012, reúne uma coleção de plantas e flores para serem tocadas e cheiradas, com diferentes texturas e aromas.
"Começamos esse trabalho há dez anos. São visitas agendadas de escolas e os monitores são do Lar. Então, é um projeto muito legal, porque o deficiente visual, em vez de ser guiado, passa a ser o guia", finaliza Agostinho.