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Oito empresários são alvos da PF por suspeitas de defenderem golpe

FolhaPress
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Brasília - A Polícia Federal deflagrou operação, ontem pela manhã, contra empresários bolsonaristas que teriam defendido, em um grupo de WattsApp um golpe de estado caso o ex-presidente Lula vença.

Entre os alvos estão amigos pessoais do presidente da República, como Luciano Hang, da Havan, e o construtor Meyer Nigri, da Tecnisa;  José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan; Ivan Wrobel, da Construtora W3; José Koury, do Barra World Shopping; André Tissot, do Grupo Sierra; Meyer Nigri, Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a busca e apreensão, após ter determinado a quebra de sigilo bancário dos empresários. Além disso, determinou o bloqueio das contas bancárias, o bloqueio das contas dos empresários nas redes sociais e a tomada de depoimentos de todos eles.

PGR

A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirma não ter sido avisada sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (23) contra empresários bolsonaristas. O que seria obrigatório por ser o agente acusatório.

Fontes do Supremo dizem que a notificação aconteceu às 14h41 desta segunda (22), depois, portanto, de o ministro já ter tomado a decisão de autorizar a operação.

A informação no tribunal é a de que a PGR foi intimada por certidão assinada por uma servidora que costuma receber esse tipo de documento. Na PGR, no entanto, interlocutores do procurador Augusto Aras afirmam que a notificação sequer chegou e não consta no sistema.

Segundo dizem pessoas ligadas a Aras, o sistema regular de intimação é via oficial de justiça no gabinete do PGR, o que não teria acontecido. A servidora mencionada pelo STF não seria do gabinete.

Com isso, as diligências foram autorizadas por Moraes sem que o Ministério Público se manifestasse a respeito. 

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