Um pedreiro, de 56 anos, morreu após ser atacado por dois pit bulls, no Parque Roosevelt, em Bauru. Segundo o boletim de ocorrência (BO), Simão Cirineu de Oliveira sofreu múltiplas lesões no rosto e foi socorrido em estado grave. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos.
Consta em BO que Simão havia sido contratado pelo proprietário da casa e estava prestando serviços há cerca de uma semana, sem intercorrências com os cachorros.
Porém, na manhã do último sábado (20), enquanto trabalhava sozinho, por motivos a serem esclarecidos, foi atacado pelos pit bulls. Na ocasião, segundo o registro policial, os animais estavam soltos na área externa do imóvel, sem coleiras ou focinheiras, e nenhum morador estava no local.
Vizinhos escutaram o homem gritando por socorro e acionaram a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros. Quando as equipes chegaram no endereço, se depararam com os cães ainda cercando e atacando o pedreiro, que estava bastante ensanguentado e aparentemente desacordado.
DISPAROS
Os PMs relataram que, diante da gravidade da situação, entraram no imóvel e efetuaram seis disparos - sendo quatro de elastômero (bala de borracha) e dois de arma de fogo - na direção dos pit bulls, para afastá-los da vítima. Os cachorros correram para dentro da sala da casa e, em seguida, os policiais fecharam a porta do cômodo, a fim de evitar mais lesões ao pedreiro.
Segundo o BO, somente um tiro de borracha atingiu um dos animais, sem causar ferimentos aparentes. No endereço, estava ainda um terceiro cão, sem raça definida e dócil, que não teria participado dos ataques à vítima.
Assim que os pit bulls foram contidos, Simão foi socorrido por equipes do Samu e levado, em estado grave, ao Pronto-Socorro Central (PSC). De lá, ele foi transferido para a UTI do Hospital de Base, onde deu entrada com múltiplas lesões causadas pelas mordidas e grande perda sanguínea.
No hospital, ele também foi submetido a cirurgia plástica reparadora de danos. Porém, na manhã do último domingo (21), o homem não resistiu aos ferimentos e morreu, tendo como possível causa um choque hemorrágico refratário (por conta da perda de volume sanguíneo, suficiente para causar choque e levar a óbito), ainda segundo o BO.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa e omissão de cautela na guarda/condução de animais, e será investigado pela Polícia Civil.