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Nosso partido é o Brasil

Ricardo Marques Coube
| Tempo de leitura: 2 min

Confesso que tal entrevista da Rede Globo, do dia 22, foi a gota d'agua para me estimular a compartilhar, com os leitores do JC, o meu ponto de vista sobre o país e as oportunidades que desperdiçamos de condizer os esforços políticos em questões mais profundos e importantes para nós. A inquisição de segunda-feira foi horrorosa, jamais visto, ou seja, ao invés de perguntar, acusam, exigem retratação, além da dramaticidade global, que parece mais novela do que entrevista.

A pergunta que fica é: qual seria o objetivo de tudo isso e por quê? Nós temos experiência da esquerda no governo e conhecemos suas limitações. As pessoas do atual processo político são as mesmas, portanto, o que mudará agora se a esquerda voltar?

Por outro lado, como cidadão ligado à indústria, percebemos enorme movimentação mundial de fortalecimento dos parques industriais de vários países influentes no comercio exterior. Os motivos dessa reindustrialização generalizada são vários, como diminuir a dependência da China, fatores logísticos, países com poucos riscos de guerra etc. Em qualquer estudo de potenciais países com enorme chance de ser protagonista, seja no agronegócio, que já é indústria, ao valor agregado/ tecnologia e serviços, é o Brasil que aparece com enorme destaque.

Portanto, o nosso esforço político deveria estar sendo conduzido para aprofundar nossos interesses comerciais e tecnológicos, na conquista de maior protagonismo do país em termos dessa inserção mundial. O ministro Paulo Guedes fala isso muito bem. Entendo e acredito que o tema acima pautará o próximo governo federal com destaque, porque não podemos perder a oportunidade de recuperar o protagonismo da indústria.

Portanto, este mesmo raciocínio valerá para o Estado de São Paulo e Bauru/região. A nossa cidade, inserida no meio do principal Estado do Brasil, precisa e pode definir políticos criativos de atração de investimentos para as indústrias existentes e novas indústrias interessadas na nossa atraente localização geográfica, formação técnica de profissionais, serviços disponíveis, comércio local forte, etc. Além de energia, comunicação via redes, estradas, aeroporto e entrosamento regional, ou seja, as cidades vizinhas são alinhadas com os mesmos compromissos.

Esperamos que nossa classe política pratique um jogo de bom nível, ou seja, vamos focar nas qualidades e virtudes que temos para o nosso desenvolvimento regional.

Obrigado, abraços!

 O autor é conselheiro regional do Ciesp-Bauru.

 

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