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Lula ataca Lava Jato, admite erros de Dilma e corrupção na Petrobras

FolhaPress
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Rio de Janeiro - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina nesta quinta-feira (25) ao Jornal Nacional, da TV Globo. 

Além de admitir corrupção na Petrobras, o candidato à presidência petista também reconheceu que houve erros na economia durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele aproveitou os minutos no ar para criticar os decretos de sigilo feitos pelo governo Bolsonaro, bem como os acordos com parlamentares para liberação de verbas via "orçamento secreto" que chamou de "escárnio". Na sequência, chamou o procurador-geral da República, Augusto Aras, de "engavetador".

MENSALÃO E LAVA JATO

O ex-presidente Lula também falou sobre o Mensalão e a Lava Jato.

"Durante cinco anos eu fui massacrado e estou tendo hoje a primeira oportunidade de poder falar disso abertamente ao vivo com o povo brasileiro. Primeiro: a corrupção, ela só aparece quando você permite que ela seja investigada."

"Quando surgiu a questão do Mensalão, eu cheguei e disse o seguinte: 'só existe uma chance de alguém não ser investigado nesse país: é não cometer erro'. Se cometer erro, vai ser investigado. E foi isso que nós fizemos. Se alguém comete um erro, alguém comete um delito, investiga-se, apura, julga, condena ou absolve. O que foi o equívoco da Lava Jato? É que a Lava Jato enveredou para um caminho político delicado. E o objetivo era o Lula. O objetivo era tentar condenar o Lula."

GERALDO ALCKMIN

A última entrevista que Lula concedeu enquanto candidato ao Jornal Nacional foi no pleito de 2006. Na época o petista enfrentava o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), que será seu vice na chapa deste ano.

"Hoje iremos juntos até lá", escreveu Lula nas redes na manhã desta quinta (25). E Alckmin respondeu: "E hoje estarei lá ao seu lado. Pela democracia, pela paz e pelo Brasil! Vamos juntos".  

Ao ser questionado sobre a recusa de parte da militância petista em aceitar a escolha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente, Lula disse que o paulista foi aceito de "corpo e alma" pelo PT.

"O que eu não quero é que o PT peça pra ele se filiar, porque a gente não quer brigar com o PSB", afirmou.

POLARIZAÇÃO

O ex-presidente afirmou que polarização política é diferente de estímulo ao ódio. "Polarização, quando se dá em torno de diferença de ideias, é saudável. Ela é importante, ela é estimulante, ela faz a militância ir pra rua, carregar bandeira. O que é importante é que a gente não confunda a polarização com o estímulo ao ódio. Eu me dou muito bem com o PSDB, que foi meu principal adversário durante tanto tempo", disse Lula.

PACIFICAÇÃO

Lula falou sobre pacificar o País quando foi questionado sobre MST. Ao dizer que o MST não é mais o mesmo de 30 anos atrás, ele emendou com uma fala de que fazendeiros apoiam Bolsonaro porque o presidente está facilitando acesso a armas de fogo no campo. Mas, segundo Lula, arma não é a solução. Foi quando ele disse que quer pacificar o País.

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