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MP: 'Milícia do Rio acessa bancos de dados da polícia'

FolhaPress
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Rio - A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Federal que resultou na prisão, ontem de manhã (25) de oito suspeitos de pertencerem à maior milícia do estado aponta uma estrutura de corrupção ativa entre milicianos e agentes das forças de segurança. Além de pagamento de propina a policiais militares há acesso ao banco de dados oficiais dos órgãos de segurança pública.

Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, 42 anos, apontado como líder da milícia, não foi encontrado.

"Nessa investigação vimos a milícia a pleno vapor, em todas as suas vertentes, especialmente na corrupção de agentes das forças de segurança, com pagamento de propina aos baldes, inclusive troca de mensagens com policiais militares", disse a promotora Roberta Laplace, subcoordenadora do Gaeco (Grupamento de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.

A investigação também descobriu uma espécie de setor de inteligência da milícia, que além de levantar dados atuava em esquemas de vigilância, inclusive se infiltrando nos grupos criminosos rivais.

"Eles fazem assinatura de bancos de dados privados e têm acesso à informação privilegiada por conta dos agentes que eles corrompem", complementa Laplace.

O grupo de Zinho é suspeito pelo assassinato do ex-vereador carioca Jerônimo Guimarães Filho, 73, o Jerominho, no último dia 4, em Campo Grande. Jerominho era considerado o fundador da primeira milícia organizada do Rio, a Liga da Justiça.

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