Economia & Negócios

Balança comercial: puxado por carnes, superávit na região chega a US$ 807 mi

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Puxado especialmente pelo volume de carnes exportado, o saldo da balança comercial na região de Bauru foi superavitário em US$ 807,2 milhões no período de janeiro a julho deste ano. De acordo com o relatório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a quantidade de mercadorias remetida ao Exterior resultou em transações comerciais na ordem de US$ 1,22 bilhão para as indústrias da região, que abrange 25 municípios.

O resultado corresponde a um aumento de 0,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram US$ 416,9 milhões, o que significa crescimento de 38,6% ante aos meses de janeiro a julho de 2021.

Os principais produtos exportados foram carnes e miudezas comestíveis (31,3% do total), preparações de carne, peixes ou crustáceos (15,5%) e sementes e frutos oleaginosos (9,1%). "No ano passado, o mercado externo consumiu 16% de toda a produção de carne bovina brasileira. Já para este ano, a estimativa é de que adquira 20%, sendo que, deste montante, praticamente metade vai para a China. E, além de aumentar o percentual destinado ao Exterior, a produção também está aumentando. A demanda está muito alta", avalia o diretor regional do Ciesp, Gino Paulucci.

Já as importações da região de Bauru concentraram-se em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (35,5%), gorduras e óleos animais ou vegetais (10,4%) e ferro fundido, ferro e aço (10,2%). Segundo Paulucci, que também é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimac), mesmo durante a pandemia, as indústrias não deixaram de investir na melhoria e expansão de parques, postura que continua sendo adotada até os dias de hoje.

INVESTIMENTO

"O segmento de máquinas no País cresceu 10% em 2020 e 28% em 2021. Já as importações são de equipamentos que não produzimos. As aquisições continuam em alta porque as empresas precisam se modernizar, investir em tecnologia, em máquinas que produzem com maior velocidade, menor consumo de energia e menor desperdício de materiais", frisa.

No período analisado, os destinos mais importantes das exportações da região foram China (36,5%), Estados Unidos (16,9%) e Bolívia (8,7%). Por sua vez, as compras da regional tiveram como principais origens China (15%), Coreia do Sul (13,1%) e Suécia (12,7%).

Presidente do Ciesp, Rafael Cervone salienta que a indústria pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de maior valor agregado na pauta de exportações. "Além disso, a desestabilização das cadeias globais de valor chamou a atenção para o Brasil, como um parceiro comercial favorável e de longo prazo", destaca.

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