Direito ou dever?
Paradoxo jurídico, um híbrido espécime pois carrega em si um ônus e um bônus no fiel da balança democrática.
Omissão ou ação?
Queremos escolher, opinar e decidir quem poderá nos representar à frente das Casas Legislativas Federais (Senado e Câmara dos Deputados), e comando da chefia do Poder Executivo Federal.
Contamos com um menu de elegíveis que, parece não se parecer com tudo aquilo que enquanto cidadãos, aspiramos alcançar para toda a Nação Brasileira…. será mesmo que queremos?
Se aceitarmos inertes e mudos a ausência de argumentos e debates maduros a respeito das dores e problemas gritantes que não incomodam a nossa "varanda gourmet", o que afinal desejamos ao votar?
Seja um direito constitucional consagrado e derivado do princípio da cidadania, seja dever jurídico de exercitar a participação nas decisões políticas (ainda que por representatividade, de forma indireta), cá estamos, muito mais como reféns do que como protagonistas dos atos.
Defendo um pensamento diferente, polêmico e que a maioria considera comunista. Não me importam os rótulos ou os julgamentos.
Tudo que escrevo tem fundamento em algo real, concreto e palpável. Mas ouso dizer, que minha veia crítica sabe filtrar e selecionar os argumentos apresentados.
Portanto, é meu desejo manifesto que cada um de nós, no próximo dia 02/10, esteja consciente deste gesto/veto, e depois consiga dormir com a consciência tranquila de que fez o seu melhor diante do pior contexto escancarado.
Destarte, reitero o fato eloquente e bem publicado que torna a disputa desigual… a "omissão criminosa" de não existirem Propostas legítimas, Projetos e Planos transparentes, com cronogramas e verbas tal qual um CEO de uma grande empresa é obrigado a fazer se quiser chegar à altura da Nasdaq e não ser deportado para a Birmânia.
Confio na Justiça, seja ela Divina ou Eleitoral, mas desconfio inexoravelmente de que os candidatos não estão comprometidos com aqueles que acreditam neles.
Bem ao contrário disto, fogem, desviam, blefam e blasfemam, enquanto o povo simplório e devoto, ajoelha e agradece, aplaudindo emocionado e inocente as chuteiras douradas dos que pisam e podem decidir os seus próprios destinos.