Política

'Risco da esquerda' vira estratégia em campanha ao Senado

FolhaPress
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São Paulo - A Justiça Eleitoral recebeu pelo menos 28 mil registros de candidaturas para as eleições de outubro. A campanha começou oficialmente na terça-feira (16) e vai até 1º de outubro, um dia antes do primeiro turno. Onze candidatos disputam uma vaga no estado de São Paulo (veja tabela).

Com o bolsonarismo rachado entre Janaina Paschoal (PRTB) e Marcos Pontes (PL) na briga pela vaga de São Paulo no Senado, eleitores do campo conservador passaram a ouvir mensagens de alerta que dão como provável a vitória do adversário Márcio França (PSB) caso continuem pulverizando os votos.

Apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador é hoje considerado o favorito por estar à frente nas pesquisas de intenção de voto e concentrar os votos da esquerda. Ele não enfrenta competidores de peso dentro desse segmento, unificado em torno dele.

A preocupação com o "risco esquerda" é vocalizada pela própria Janaina, e por cabos eleitorais de Pontes. O alarme soou em ambientes virtuais nos últimos dias.

O temor dessa parcela subiu de nível com a escolha do presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, como suplente de França. Os detratores especulam que o psolista tem chance de assumir o posto de vez caso o titular se afaste para virar ministro em um eventual governo Lula.

Janaina ironizou a situação, em uma rede social, ao perguntar se estaria em curso "um grande acordo para deixar a única cadeira do Senado para a esquerda". A deputada estadual é pressionada a abrir mão da candidatura em nome de Pontes, apoiado oficialmente por Bolsonaro.

Ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações no atual governo, ele concorre com o nome de Astronauta Marcos Pontes e faz uma campanha vinculada ao presidente. Já a adversária, que alterna elogios e críticas ao mandatário, refuta o rótulo de bolsonarista, mas possui eleitores nesse grupo.

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