Internacional

Multidão vai às ruas a favor de Cristina Kirchner

FolhaPress
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Buenos Aires - Uma multidão foi convocada para repudiar a tentativa de assassinato de Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina. A manifestação ocorreu na emblemática Praça de Maio e o Obelisco, para onde centenas de pessoas começaram a chegar já na manhã desta sexta (2). As principais cidades do interior do país também organizaram eventos em apoio à Cristina.  Todos os ministros do governo Alberto Fernández decidiram participar da mobilização, após o governo decretar feriado nacional.

A tentativa de assassinato, na noite de quinta, sofrida por Cristina Kirchner, expôs falhas na segurança de autoridades no país. O ataque realizado pelo brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos, em frente à casa da vítima, evidenciou a ausência de barreira física: o agressor ficou a poucos centímetros de Cristina Kirchner.

Como é possível ver no vídeo do atentado, os policiais não protegeram a vice nos momentos após, nem montaram um corredor de fuga que a permitisse sair dali.

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

A Justiça classificou o atentado, cometido pelo brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel, como tentativa de homicídio, e afirmou que ele está em condições de depor.

Em sua casa foram encontradas 100 balas em duas caixas de 50 projéteis, além de sua identidade e documentos de sua namorada -a polícia chegou ao local, na cidade-satélite de Buenos Aires San Martín.

LAMENTOS

A tentativa de assassinato gerou reações do papa Francisco que é argentino e todos os líderes da América Latina, além de vários do mundo. Em Esteio (RS) o presidente Bolsonaro lamentou o ataque sofrido pela vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Em seguida, o presidente relembrou a facada da campanha de 2018 e ironizou tentativas de vinculá-lo ao episódio.

"Já mandei uma notinha. Eu lamento. Agora, quando eu tomei a facada, teve gente que vibrou por aí. Lamento. Já teve gente que tentou colocar na minha conta já esse problema. O agressor ali, ainda bem que não sabia mexer com arma. Se soubesse, teria sucesso no intento", disse Bolsonaro.

SEM BOLSONARISMO

O senador Luis Naidenoff, da Unión Cívica Radical, um opositor do peronismo, disse que o atentado é uma particularidade da situação argentina. "Sabemos que Bolsonaro vem fazendo declarações contra o peronismo, mas daí a associar as atitudes do agressor ao ele é precipitado e raso", diz Naidenoff.

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