Tribuna do Leitor

"O mundo deu um suspiro de alívio"

Joaquim Eliseo Mendes - Professor aposentado - Membro efetivo da ABLetras- cadeira 29.
| Tempo de leitura: 3 min

Este é o título de uma pequena nota publicada recentemente pelo JC no caderno Internacional referente à Ucrânia, este pequeno país da Europa, capital Kiev, com uma área de 603.700 km2 - a do Estado de São Paulo é 248.209 km2 - que vem sofrendo os horrores de uma injustificável guerra que, além de condenada pelo mundo, nos causa uma grande apreensão pelo futuro tendo em vista que, servindo-me de uma metáfora, o ser humano vem pisando em ovos. Sua população é de 44,13 milhões de habitantes sendo chamado como "cesta de pão da Europa", por ser considerado como o maior exportador de trigo do mundo. A interrupção da exportação desse grão pelo outro país beligerante através de bloqueio das rotas marítimas provocou a alarmante estocagem do produto grão de trigo no país, assim como sua falta no comércio internacional em que já se antevia a falta do pão, o segundo alimento mais antigo do homem. Felizmente, a tão esperada liberação das respectivas rotas marítimas por acordo internacional veio conceder um grande suspiro de alívio ao mundo devido ao reinício da comercialização desse abençoado grão ficando assim garantido o seu consumo pelo homem. Esse fato que entendo não ser marcante e divisor na história geral da humanidade, mas como mais um incidente político e internacional de governantes de dois países que, como outros já ocorridos e que acontecerão, passam pela mesma em contrapartida à perpetuação dos respectivos países que ficam, levou-me a profundos momentos de reflexão e reconhecimento. Da inquestionável e divina criação do mundo para a vida do homem nos três tempos: passado- presente - futuro, esta maravilhosa existência que ele desfruta sem enxergar, sentir e valorizar. Prezado leitor, que lição e mensagem podemos absorver e que nos está sendo passada por este pequeno país deste povo que vem sofrendo o desassossego e horrores desta absurda guerra que inegavelmente um dia terá o seu fim? Pegue o globo terrestre ou o "mapa mundi" - hoje quase que inexistentes por serem obsoletos- e procure identificar, localizar os produtos e riquezas que um determinado país possui e que pode oferecer e exportar para o mundo após o seu auto abastecimento. Aqueles que extraem e cultivam para consumo próprio e exportação produtos como o petróleo, gás, minérios, insumos ,carbono, trigo, frutas, carnes, tecnologia de ponta, pesquisas científicas, artes, música, cultura, finalmente, outras culturas, Querido leitor, imagine se não houvesse essa providencial e divina distribuição de todos esses bens, riquezas e outros e se fossem exclusivas ou concentradas em uma única região ou país? Imagine se houvesse um país "dono" do mundo ou um "pais supermercado" com exclusividades ao qual os demais teriam que recorrer? Que somente ele teria tudo o que a natureza produz e concede com bondade? O que seria deste mundo? Do homem rico e do homem pobre? Da espécie humana e dos animais? O que seria deste mundo constituído, segundo a ONU, por 193 países? Com esta hipotética situação, que não ocorre e nem existirá por proteção e determinação da sabedoria divina, Deus, o que seria dos outros 192 países? Principalmente dos mais pobres? No entanto, e felizmente, graças a um princípio divino e eterno todos têm suas riquezas, bastando aos respectivos povos descobrir e explorá-las.

A mesma divindade estabelece, sem determinar, que, assim como um homem precisa do outro, também os países são dependentes. Um precisa do outro. Obviamente outros entendimentos e conclusões ficarão e dependerão de casa leitor que poderá concordar ou discordar deste articulista. No entanto, um fato é inegável e constitui um senso comum, o de que além do suspiro de alívio concedido por este pequeno país "cesta de pão" e seu heroico povo, muitas lições devem ser extraídas. É para se pensar.

 

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