Iacanga - Um homem morreu, na noite deste domingo (4), em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), durante abordagem policial motivada por denúncia de perturbação de sossego. Além da Polícia Civil, a Polícia Militar (PM) instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias em que se deram o uso da força policial e o que motivou a morte do morador.
De acordo com o registro policial, durante o atendimento da ocorrência, policiais militares teriam sido hostilizados por populares. Um dos PMs alega que foi ofendido e desacatado pelo morador, Rivaldo José Barizon, 53 anos, e que ele reagiu à voz de prisão por desacato, oferecendo resistência e entrando em sua casa.
Ainda segundo a versão do policial no boletim de ocorrência (BO), o homem teria lhe agredido com socos e chutes na sala, o que exigiu "moderado uso de força" para cessar a agressão. Ele também disse que desferiu soco na vítima e que recuou e pediu apoio diante da presença de grande número de pessoas no local.
De acordo com o registro policial, dentro de casa, Barizon teria sofrido um mal súbito, com possível parada cardiorrespiratória, e, apesar das tentativas de reanimação por parte de PMs da atividade delegada e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), não resistiu e morreu na Santa Casa do município.
Na queda, ele teria batido com a cabeça no vidro de uma mesa, que se quebrou. O corpo foi levado ao IML de Bauru para realização de exame necroscópico. O imóvel foi periciado e o delegado plantonista chegou a ouvir testemunhas e os PMs envolvidos. As circunstâncias da morte serão investigadas pela Polícia Civil.
Em nota, o comando do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) informou que, ao ser orientado quanto à diminuição do volume sonoro que vinha de sua casa, causando perturbação, Barizon não aceitou a orientação dos policiais, passou a hostilizar e a desacatá-los e resistiu à prisão, desferindo chutes e socos.
Ainda segundo a nota, assinada pelo comandante do 4.º BPM-I, o tenente coronel Paulo Cesar Valentim, foi necessário o "uso da força para quebra da resistência do civil". As circunstâncias em que se deram o uso da força policial e o que motivou a morte do civil estão sendo apuradas em Inquérito Policial Militar", declarou.