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Na quarta semana de campanha, candidatos miram ação no feriado


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Brasília - Após um final de semana intenso, com eventos no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil, os quatro principais candidatos à Presidência da República entraram na quarta semana de campanha com atividades mais amenas, sem grandes comícios ou encontros, mas com caminhada, panfletagem e gravação de propaganda eleitoral.  

Os responsáveis pelas mídias dos candidatos admitem que o grosso será a partir de quarta-feira, feriado nacional e discutem como enfrentar a polarização nos eventos do dia.

BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro (PL), participou da cerimônia da troca da Bandeira Nacional, na Esplanada dos Ministérios, palco dos desfiles em Brasília e nesta segunda-feira optou por ficar sem agenda pública. 

Ele sancionou com vetos a lei que regulamenta o teletrabalho e altera as regras do auxílio-alimentação. Um dos vetos aplicados retira a possibilidade de o trabalhador sacar, em dinheiro, o saldo ao final de 60 dias. O benefício só poderá ser utilizado, em restaurantes ou alimentícios em estabelecimentos comerciais. 

LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou durante a manhã de encontro com o presidente da Bolívia, Luís Arce, em São Paulo que esteve em encontro de economistas.  No início da noite, Lula participou de um encontro com representantes da Frente Nacional de Defesa da Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Ele defende ampliação de recursos para o setor e pediu empenho dos seus apoiadores na eleição de parlamentares que possam ajudar a aprovar uma reforma tributária, a qual inclua uma taxação maior dos mais ricos."Vamos ter que eleger bastante deputados e senadores, porque nós precisamos fazer uma nova política tributária. A gente tem que desonerar o salário para onerar as pessoas mais ricas desse país. Lucros e dividendos têm que pagar imposto de renda", afirmou. 

CIRO

Candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes criticou a proposição de políticas públicas embasadas em pautas identitárias, que ele chamou de "baboseiras da esquerda". Foi ao comentar o plebiscito ocorrido neste domingo (4) no Chile.

Para Ciro, a maioria dos chilenos disse "não" à nova Constituição porque o presidente daquele país, Gabriel Boric, propôs uma nova Constituição "cheia de peculiaridades identitárias" que, segundo ele, não resolvem os problemas das desigualdades socioeconômicas.

SIMONE

Depois do crescimento verificado nas pesquisas do partido, o objetivo da campanha da senadora Simone Tebet (MDB) é ultrapassar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), na expectativa de criar uma onda.

Seus auxiliares apostam que Tebet pode acabar sendo beneficiada por um voto útil da terceira via. Por isso, ela resolveu intensificar o contato físico com eleitores. Esteve no interior de São Paulo (Jurubatuba) e em manifestações no centro de Belo Horizonte e na Serra do Curral. 

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