Política

Grito dos Excluídos faz protesto no Centro de Bauru

Tânia Morbi
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Neste ano, o 28.º Grito dos Excluídos não encerrou o desfile de 7 de Setembro em Bauru, como tradicionalmente ocorria, mas um grupo se reuniu na manhã desta quarta (7) na Praça do Líbano, no cruzamento das avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas, e saiu por ruas do Centro, com cartazes e faixas de protestos contra o governo federal. Entre os participantes, estavam representantes da Apeoesp, Coletivo Ação Libertária, das legendas PCB e PSOL e do MST, além dos movimentos estudantis da Unesp e do Unisagrado.

Para Marcos Chagas, coordenador da Apeoesp e um dos organizadores do ato, a necessidade de mudança do local da manifestação demonstra o clima de violência política do País. "A decisão marcou a divisão da cidade. O Movimento Direita Paulista pôde fazer sua manifestação da Duque para cima e nós da avenida para baixo".

O aniversário de 200 anos da Independência, segundo ele, serviu como momento de reflexão sobre as causas da exclusão no País. "A responsabilidade pelo aumento da fome e das pessoas sem condições dignas de vida é do governo federal, de Jair Bolsonaro (PL). Então, o grito foi mesmo 'Fora Bolsonaro', abaixo a fome".

Entre o grupo de pessoas que permaneceu na praça, estava a professora Bárbara Mello dos Santos, 27 anos, que levou seu filho, Théo Galdino, 5 anos, ao evento. "A atual conjuntura que estamos vivendo nos força a buscar outras formas de manifestação, queremos mostrar para ele que a situação que temos hoje no nosso País não está favorável e eu espero que, quando ele crescer, possa ter um País melhor".

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