Brasília - As eleições estaduais podem ser definidas em primeiro turno em ao menos 12 estados e no Distrito Federal, apontam pesquisas Datafolha e Ipec realizadas nas últimas duas semanas.
Os cenários podem mudar, pois na maioria dos estados é alto o patamar de indecisos ou com voto não convicto. A tendência, porém, é de reeleição de muitos dos governadores.
Em outros 15 estados, a expectativa é de definição em segundo turno, parte com até cinco candidatos com chances na disputa. A tendência, porém, é que entre três e cinco estados repliquem a polarização nacional que se desenha para um possível segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto, a exemplo de SP e RJ.
CABOS-ELEITORAIS
As eleições que terminarem já no primeiro turno serão cruciais no xadrez nacional, já que os vitoriosos poderão se dedicar ao papel de cabos-eleitorais de Lula e Bolsonaro numa eventual rodada final -os 12 estados com chance de vitória imediata representam mais de 60 milhões de eleitores, 40% do total.
A tendência é que candidatos fortes que se mantêm equidistantes da eleição presidencial, caso dos governadores de Pará, Helder Barbalho (MDB), e Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desçam do muro no segundo turno para apoiar, respectivamente, o ex-presidente e o atual chefe do Executivo.
"Os governadores eleitos entrarão em campo sem a responsabilidade de se dedicar às suas próprias campanhas", afirma a cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas.
Por outro lado, líderes estaduais que hoje apoiam Bolsonaro, mas não fazem parte do núcleo raiz do bolsonarismo, podem evitar uma postura mais incisiva, buscando pontes com Lula caso ele chegue ao segundo turno como favorito, como apontam as pesquisas. O petista tem sinalizado que deve buscar o apoio de partidos como MDB, PSD e até mesmo da União Brasil num possível embate com Bolsonaro.