São Paulo - Depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta (15) para manter suspenso o piso nacional da enfermagem, a avaliação tanto no Congresso quanto no setor privado é a de que a bomba voltou para o colo do governo.
Representantes de empresas de saúde afirmam que será interessante observar qual será o raciocínio político que a campanha de Bolsonaro vai fazer diante do imbróglio. Às vésperas da eleição, o presidente, que sancionou a lei sem fonte de custeio em agosto, agora poderá tentar marcar um gol mostrando que seu governo conseguiu viabilizar o novo piso de R$ 4.750 para os enfermeiros. A outra opção é jogar para frente e tirar o assunto da pauta eleitoral.
No entorno do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a avaliação é a de que a bola está com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Pacheco e Guedes já se reuniram nos últimos dias falando sobre a fonte de custeio para bancar o cumprimento da lei, mas um novo encontro deve ser feito para voltar a discutir de onde vai sair o dinheiro.
Entre as possibilidades estão a correção da tabela do SUS, a desoneração da folha de pagamentos do setor e a compensação da dívida dos estados com a União, para que as empresas de saúde possam custear a conta.
Na cúpula do Senado, a expectativa é a de que Guedes se reúna com a equipe econômica e os técnicos da pasta para voltar com uma sugestão de alternativa capaz de assegurar os recursos.