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Para combater 'Novo Cangaço', PM aposta em armamento e treinamento

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Para enfrentar ações ultraviolentas, como os grandes roubos a bancos, a Polícia Militar (PM) tem investido na atualização do equipamento e em treinamentos constantes, traçando planos de contingência e com simulados para aprimorar o tempo de resposta. Essa é a estratégia adotada pelo comandante-geral da PM no Estado, coronel Ronaldo Miguel Vieira, para combater o 'Novo Cangaço' (assaltos fortemente armados que sitiam e aterrorizam municípios inteiros). Na manhã desta quinta-feira (15), ele, que assumiu o cargo há quatro meses, fez uma visita técnica ao Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4), em Bauru.

Na ocasião, Vieira se reuniu com chefias de batalhões para ouvir demandas e alinhar estratégias. "Procuramos conversar com todos comandantes do Interior para saber as necessidades, ver o que podemos ajudar e agradecer os bons serviços prestados", explica.

O coronel ainda realizou a entrega de novas pistolas Glock, equipando todos os policiais do CPI-4 com 2,8 mil unidades do armamento. "É uma das mais modernas do mundo. Abrimos uma licitação internacional e adquirimos 85 mil pistolas para todo nosso efetivo, composto por 82 mil homens e mulheres", afirma Vieira, que ainda elenca a aquisição de 7 mil viaturas neste ano e também de novos fuzis SCAR, utilizados por diversas forças especiais no mundo, como ferramentas importantes para combater o "Novo Cangaço".

"Hoje, em todo Estado, basicamente toda viatura com um sargento tem um fuzil, assim como as Forças Táticas e os Batalhões de Ações Especiais (Baeps). Com essa quantidade de armamento, fazemos frente a esses crimes ultraviolentos. Dessa forma, nossas equipes têm uma pronta resposta para inibir as ações até as demais forças chegarem", diz Vieira, que ainda destaca a ampliação do uso de armas não letais pela corporação (leia mais abaixo).

APERFEIÇOAMENTO

Ainda segundo o coronel, outro pilar do combate aos grandes assaltos a bancos, como os que atemorizam Bauru em 2018 e Araçatuba em 2021, são os treinamentos. "Nosso método é constantemente aperfeiçoar a nossa tropa e fazer planos de contingência e simulados. Associados a medidas de inteligência, como monitoramento da informação, temos respostas locais rápidas e mobilidade de tropas especiais de outras regiões do Estado".

A localização de Bauru no Centro do Estado, inclusive, é apontada pelo coronel Hudson Covolan, comandante do CPI-4, como um dos diferenciais no combate às ações do 'Novo Cangaço'. "Fazemos divisa com quase todos os comandos do Interior e também parte do Paraná. Então, não apenas recebemos, como também oferecemos apoio a todas essas unidades", conclui.

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