Jaú - Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) apuram o primeiro caso de sequestro com pedido de resgate por Pix na cidade. Familiares da vítima, uma empresária, receberam mensagens com fotos do carro dela exigindo a transferência de R$ 5 mil para libertá-la, mas ela acabou solta, na madrugada desta sexta-feira (16), após ser agredida, sem que o pagamento ocorresse.
De acordo com a Polícia Civil, equipes da delegacia especializada foram comunicadas, no início da noite de quinta (15), sobre o desaparecimento da mulher, que não teve a identidade divulgada. "Com a coleta das primeiras informações, os investigadores passaram a trabalhar com a hipótese de sequestro", informa a corporação por nota.
"Familiares passaram a receber mensagens com solicitação de valores, mediante transferência via Pix, para que a mulher fosse libertada, inclusive com envio de fotografias em tese do veículo então utilizado por ela". O caso passou a ser tratado como crime de extorsão mediante sequestro e diligências foram iniciadas para tentar achar a vítima.
A partir das 22h, segundo a polícia, familiares dela não receberam mais mensagens dos sequestradores, nem com solicitações de pagamento do resgate, no valor estipulado de R$ 5 mil, nem com prova de vida da sequestrada. De madrugada, sem que a transferência fosse feita, a mulher foi localizada por equipes da DIG na área rural de Jaú.
De acordo com a polícia, ela estava próximo à rodovia engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), que liga o município à Brotas. "Ela estava no interior de seu veículo, um sedã branco, alegava ter sido agredida com golpes na cabeça, e dizia que estava desorientada, razão pela qual não poderia passar mais detalhes do ocorrido", diz a polícia.
A vítima foi socorrida pelo Samu e levada até a Santa Casa de Jaú, onde passou por atendimento. A Polícia Científica realizou perícia no veículo e no local. "As investigações prosseguem visando melhor esclarecer os fatos e, principalmente, a autoria", declara a Polícia Civil, que preferiu não divulgar mais detalhes para não atrapalhar os trabalhos.