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Morre o empresário Dolírio da Silva

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Neste sábado (17), familiares e amigos se despediram do bauruense Dolírio da Silva, 94 anos recém-completados, que morreu na noite anterior (16). Entre os anos 50 e final da década de 70, ele foi um dos donos das Empresas Reunidas, de viação. Também chegou a ser sócio do extinto Diário de Bauru nos anos 80. Contador e advogado de formação; administrador, fazendeiro e empresário por vocação; e aventureiro por paixão, ele deixa os filhos Liana Silva e Dolírio da Silva Filho, genro, nora, quatro netos e a companheira Janice Nedel Moreira.

O corpo de Dolírio foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério da Saudade "Ele era muito simples e humilde, uma pessoa iluminada", define Liana, a filha mais velha.

Segundo a família, recentemente, o empresário sofreu uma queda e precisou de uma cirurgia na região lombar. Contraiu uma grave infecção urinária e precisou ser internado na UTI, onde faleceu.

TRAJETÓRIA

Durante 41 anos, foi casado com Catharina Paulucci (em memória), com quem teve os dois filhos.

Ainda jovem, foi trabalhar na Reunidas a convite do sogro, Eugênio Paulucci. Alguns anos depois, se tornou sócio da empresa de viação, à qual permaneceu à frente até ser vendida, em 1979.

Nesse meio tempo, também foi sócio de fazendas em terras no Mato Grosso, nos anos 1960, durante o governo Castelo Branco. Pouco depois, montou a construtora D. Silva Imóveis e passou a erguer prédios residenciais e comerciais em Bauru. "Ele trabalhava até dois meses atrás. Ia sozinho, dirigindo, até o escritório", relata Dolírio Filho, o caçula.

AVENTUREIRO

Ao longo da vida, o contador e empresário conheceu mais de 60 países. "Ele tinha paixão por viajar. Gostava muito de absorver a cultura de cada um dos lugares que conhecia e, depois, relatar para as pessoas", conta a filha. Entre os destinos, estiveram tradicionais roteiros como França, Espanha e Portugal, mas também lugares menos comuns, como Bali, Nepal, Laos e Vietnã.

Os passeios, associados à história de vida, o levaram a publicar o livro "Viver e Contar", em 2019, no qual relata as trajetórias pessoal e profissional, além de diversos detalhes das muitas viagens que realizou. "Ele sempre foi muito família. Gostava demais dos filhos e conseguiu curtir bastante os netos", conclui Dolírio da Silva Filho.

 

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