São Paulo - O ex-presidente e candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu, na manhã desta segunda-feira (19), o apoio de oito ex-presidenciáveis, sendo que um deles é seu companheiro de chapa, Geraldo Alckmin. O ato ocorreu em São Paulo.
Declararam apoio a Lula: Guilherme Boulos (Psol), Luciana Genro (Psol), Cristovam Buarque (Cidadania), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Henrique Meirelles (União Brasil) e João Goulart Filho (PCdoB). Todos eles, em determinado momento da campanha 2022, antes da oficialização dos nomes, foram cotados como candidatos ao cargo majoritário do Brasil.
O apoio a Lula reforça o discurso eleitoral de formar uma "frente ampla pela democracia". Desde o início do ano, o PT tem tentado formar uma imagem de união suprapartidária em torno do ex-presidente.
COMANDO DA ECONOMIA
Na atual campanha, Guedes segue firme como o mais bem cotado na Esplanada para ficar no cargo em um eventual segundo mandato de Bolsonaro. Há quem diga que é o único com cargo certo.
No caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome ainda é uma incógnita.
Lula não quer nem discutir sugestões. Até para deter egos e risco de disputas internas precoces. O foco é vencer a eleição. De preferência no primeiro turno. Ainda que essa meta seja atingida, a definição para os principais ministérios, incluindo o da Economia, ficará para depois do segundo turno, quando os governos estaduais estiverem definidos.
Lula tem dado recados. O mais enfático é que seu primeiro ato, se eleito, será fazer uma reunião com os governadores e pacificar as relações entre estados e União. Ele sempre foi político de alianças, mas essa competência agora escalou, dada a necessidade de garantir governabilidade a um eventual terceiro mandado.
ALCKMIN NA DECISÃO
O papel do vice na chapa, o ex-governador Geraldo Alckmin, é outro elemento essencial no processo de decisão.
Lula também passou o recado de que pretende viajar muito ao exterior. Quer recompor a imagem do Brasil, e a sua própria. Pretende aproveitar as boas relações com chefes de Estados da Europa para resgatar os laços ambientais.
Pessoas próximas à campanha dizem que essa agenda global de Lula tende a cacifar Alckmin para o papel de vice-gestor --daí a expectativa de que ele será ouvido por Lula quando chegar a hora de validar ministros em postos chaves, como o da Economia. Alckmin terá de se relacionar com eles.
Outro nome recorrente nos escritórios envidraçados é o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula.
Nesta segunda, Meirelles participou de um evento promovido pela campanha petista, mas, em entrevista condicionou seu apoio à manutenção de propostas econômicas semelhantes às da primeira gestão de Lula.