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21 de setembro: Dia da Árvore

José Pedro Naisser
| Tempo de leitura: 1 min

Lamentavelmente, nada temos a comemorar no seu dia, a não ser os tristes índices de desmatamento nos três grandes Biomas nacionais - Pantanal, Mata Atlântica e a Amazônia, com 8.590 km2 em 2022, e em 2021 foram 8.780 km2. São bilhões de árvores derrubadas de nossas florestas.

Lamentavelmente, os governos nada fazem para evitar os incêndios criminosos, nem o garimpo ilegal nos rios da Amazônia, com a utilização do mercúrio que afeta toda cadeia, como peixes, biodiversidade e as populações indígenas e ribeirinhos.

Lamentavelmente, ainda aparecem empresas que se utilizam das terras arrasadas pelas florestas para o plantio de pastagem para a agropecuária e o plantio da monocultura da soja, uma tragédia, cujo solo não se regenera em 200 anos.

A próxima fase é a savanização.

Ainda querem oferecer um suposto Mercado de Créditos de Carbono, isso é uma farsa, quando, na verdade, o que existe mesmo é um débito no mercado de carvão, onde nossa Floresta Amazônica, antes produtora dos rios voadores que nos mandam as chuvas, hoje nossa floresta arde em chamas, e produz, sim, o CO2, pelos incêndios criminosos.

Em tempos de eleições, nenhum dos candidatos se arrisca a enfrentar a terrível catástrofe ambiental.

Com tristeza pela nossa Biodiversidade e as Gerações Futuras.

O autor é ecologista.

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