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Certificado de produto usado em petisco de cães é investigado

FolhaPress
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São Paulo - A Polícia Civil paulista investiga se houve adulteração em certificados de lotes de propilenoglicol utilizados em petiscos de cães. A contaminação do composto é uma das causas suspeitas para a morte de cerca de 40 pets em nove estados e no Distrito Federal.

Segundo o delegado Vilson Genestretti, titular da Delegacia de Investigações Sobre Infrações Contra o Meio Ambiente, a suspeita é que o documento que acompanha as notas fiscais na compra do propilenoglicol tenha sido adulterado.

O certificado que assegura o uso alimentar do propilenoglicol deve conter a informação sobre o chamado grau USP, conferido por laboratórios aos produtos que seguem os padrões internacionais de pureza estabelecidos pela Farmacopeia dos Estados Unidos.

Representantes das empresas que comercializam o composto, a Tecno Clean e a AD& Química foram ouvidas pela investigação nesta semana.

O propilenoglicol vendido pela A&D para a Tecno Clean não continha a informação de pureza no certificado técnico que acompanhou as seis notas fiscais. Assim, não poderia ser utilizado para fins alimentícios.

"Existe uma informação de modificação desse certificado depois da venda, é isso que estamos investigando. Já temos informação nos autos de como ocorreu essa solicitação de alteração. Agora preciso confirmar com laudos", diz Genestretti.

A Bassar Pet Food será ouvida novamente nesta semana e deverá apresentar notas fiscais e certificados dos lotes de propilenoglicol que comprou da Tecno Clean.

O CASO

De acordo com as investigações iniciais, a principal suspeita é que tenha ocorrido a contaminação do propilenoglicol, que é um ingrediente utilizado na fabricação dos petiscos, por monoetilenoglicol, uma substância tóxica. O dietilenogicol, outro composto similar, foi o responsável pela intoxicação de 29 pessoas que consumiram a cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, em 2019.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) também tem conduzido investigações e determinou a retirada do mercado de diversos produtos. A Bassar Pet Food e outras empresas também anunciaram o recolhimento dos itens.

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