Regional

Nem pedido a pai de santo livra dupla de condenação por homicídio

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - Tribunal do Juri realizado nesta quarta-feira (21), no Fórum de Pirajuí, condenou um homem e uma mulher acusados de matar um pedreiro em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), em agosto de 2020, para ficar com os bens dele. A mulher, inclusive, era companheira dele na época. Uma terceira ré, filha dela, foi absolvida. O Ministério Público (MP) e os réus podem recorrer da sentença. Durante as investigações, os envolvidos chegaram a pedir a intervenção de um pai de santo para que a polícia não esclarecesse o crime.

Por maioria de votos, os jurados consideraram o réu A.F.A. e a ré E.S.A. culpados pelo homicídio qualificado de Cláudio Fernandes de Oliveira, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou defesa da vítima e com o emprego de meio cruel. Ele foi sentenciado a uma pena de 14 anos de reclusão, e, ela, a pena de 16 anos de reclusão, ambos em regime fechado. A filha da acusada, que também chegou a ser presa e denunciada, foi absolvida e colocada em liberdade nesta quinta (22). Os outros dois réus seguem presos.

Conforme divulgado pelo JC, o pedreiro, na época com 43 anos, foi encontrado morto em sua chácara, em Reginópolis, na noite de 9 de agosto de 2020. Ele apresentava lesões na cabeça e o imóvel estava revirado. Após dois meses de investigações, a Polícia Civil representou pelas prisões temporárias da companheira da vítima, da filha dela e de um homem, executor do crime. O casal foi preso em Lins, em 24 de outubro, por equipes policiais de Reginópolis, Lins e Bauru. Já a filha da acusada foi detida em Reginópolis.

As apurações apontaram que o trio premeditou o crime e assassinou Oliveira para ficar com os seus bens - além de uma chácara, ele tinha três casas alugadas. O acusado, inclusive, teria vindo da Capital somente para executar a vítima. No dia da prisão, ele confessou a autoria do homicídio e revelou aos policiais onde estava a arma usada no crime - uma chave de encanador. As duas mulheres negavam participação. Segundo a polícia, a esposa do pedreiro teria relacionamento extraconjugal com o executor do homicídio.

A ligação entre os dois, de acordo com a polícia, foi confirmada por interceptações telefônicas com autorização judicial durante as investigações, além de oitivas de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. As interceptações revelaram, que a mulher havia alugado, poucos dias antes de sua prisão, uma residência na cidade de Lins para morar com o amante, e até um pedido de intervenção dos investigados a um pai de santo para que a Polícia Civil não conseguisse esclarecer o crime.

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