Internacional

Pai de iraniana acusa regime por morte da filha

FolhaPress
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Teerã - O pai de Mahsa Amini, a mulher de 22 anos cuja morte sob custódia da polícia iraniana vem causando uma onda de protestos em todo o país que já dura praticamente uma semana, acusou nesta quinta-feira (22) as autoridades de mentirem.

Em uma entrevista para a BBC persa, Amjad Amini afirmou que não lhe foi permitido ver o relatório da autópsia da filha e negou, mais uma vez, que Mahsa estivesse doente.

Sua filha morreu num hospital em Teerã na sexta (16), depois de passar três dias em coma. Ela havia sido detida dias antes por uma espécie de polícia dos bons costumes, na capital iraniana, por supostamente violar as regras do país ao não usar o véu cobrindo a cabeça, conhecido como hijab e tradicional entre muçulmanas.

Segundo o relato do pai à BBC, o irmão de Amini, Kiarash, estava com ela no momento da detenção e soube por testemunhas que ela havia sido espancada na van e na delegacia.

"Meu filho implorou para que não a levassem, mas ele também foi espancado, suas roupas foram arrancadas. Pedi a eles que me mostrassem as câmeras corporais dos seguranças, eles me disseram que as câmeras estavam sem bateria", disse o pai.

OUTRO LADO

As autoridades iranianas negam esta versão, afirmando que Amini não foi maltratada, mas sofreu "insuficiência cardíaca súbita" enquanto estava sob custódia. Na semana passada, os oficiais chamaram a morte dela de "incidente infeliz".

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