Neste domingo (25), a Sorri-Bauru completa 46 anos de fundação. O trabalho, iniciado em 1976 em um pequeno imóvel no Jardim Ferraz, visava incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Hoje, são diversas frentes de atuação, todas alinhadas à missão de promover os direitos humanos, com ênfase nos indivíduos com deficiência.
Diante deste nobre objetivo, a entidade tem buscado constante capacitação de seu quadro de funcionários e aprimorado o modelo de reabilitação. Atualmente, inclusive, adota abordagem transdisciplinar centrada na família, que, em conjunto com a equipe técnica, busca entender os anseios e objetivos dos indivíduos, no contexto em que eles vivem. Dessa forma, as pessoas com deficiência e seus familiares desenvolvem conhecimentos e habilidades para a autonomia, independência e gestão da própria vida.
CENTRO DE REABILITAÇÃO
Em seu Centro de Reabilitação (com mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída na quadra 53 da Nações Unidas), a Sorri é referência no atendimento a pessoas de todas as idades com deficiências físicas, intelectuais, auditivas e múltiplas.
Também mantém um Núcleo de Tecnologia Assistiva, onde são prescritos, confeccionados, adequados, adaptados e dispensados equipamentos como órteses, próteses, cadeiras de rodas, produtos especiais, aparelhos auditivos e outras soluções para funcionalidade e a inclusão.
A excelência da Sorri ainda está espalhada por oito USFs, onde é responsável pela Estratégia Saúde da Família, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.
Pela natureza de sua atuação, como organização social sem fins lucrativos, levantar verba para a manutenção do Centro de Reabilitação é um desafio constante. Porém, os obstáculos do momento atual têm sido vencidos pela gestão desses recursos. "Tudo graças às parcerias de longos anos com o SUS; secretarias municipais de Saúde, Educação e Bem-Estar Social; além do apoio de doadores, empresas e clubes de serviço que confiam no nosso trabalho. Mas, nunca estamos em uma situação confortável e sempre precisamos contar com a solidariedade para manter e ampliar nossos atendimentos", conclui João Bidu, presidente da Sorri-Bauru.