Internacional

Reino Unido anuncia sanções à Rússia

FolhaPress
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Londres  - O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (26) um novo pacote de sanções contra a Rússia, devido ao que chamou de "referendos falsos" realizados em quatro regiões da Ucrânia propondo a anexação dos territórios disputados a Moscou.

As sanções anunciadas pelo governo britânico devem recair autoridades de organizações bancárias da Rússia, além de quatro oligarcas e membros do alto escalão do Exército russo, que teriam forçado a participação de residentes na votação. Segundo o diplomata britânico James Cleverly, as medidas "vão mirar aqueles que estavam por trás dessa votação falsa, além dos que ajudam a manter a agressão de Moscou".

OS REFERENDOS

Desde a semana passada, moradores do leste da Ucrânia participam de uma série de plebiscitos que decidirão se as regiões russófonas serão incorporadas ao domínio russo ?processo que foi acelerado pela mobilização parcial anunciada por Vladimir Putin.

Kiev e aliados ocidentais acusam Moscou de encabeçar uma farsa, alegando que o resultado do referendo já está determinado e, portanto, não deve ser reconhecido pela comunidade internacional.

Desde o início da guerra, há sete meses, o Reino Unido e outros países do Ocidente impuseram diversos freios a Moscou, como o banimentos de viagens e o congelamento de ativos financeiros.

VISITA

Paralelamente o ditador da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, fez visita de surpresa a Putin, em Sochi e deu declarações enfáticas a favor do governo russo: "esperavam todos [o mundo] que falhássemos, mas continuamos sem medo". Outro apoio explícito a Putin vem do patriarca da Igreja Ortodoxa russa. 

O patriarca ortodoxo russo Kirill (que é o equivalente ao papa Francisco para os católicos) afirmou que os russos que sacrificam as suas vidas no campo de batalha na Ucrânia têm lavados "todos os seus pecados".

"Sabemos que hoje muitos estão a morrer nos campos de batalha interna. A Igreja reza para que esta batalha termine o mais rápido possível, para que o menor número possível de irmãos se mate nesta guerra fratricida", disse o patriarca russo num sermão, citado pela agência de notícias RIA Novosti.

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