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Jovem cadeirante é assassinada em ataque à escola no interior da Bahia

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Uma estudante cadeirante foi assassinada a tiros na manhã desta segunda-feira (26) por indivíduo que as autoridades classificaram de "estranho à comunidade" no Colégio Municipal Eurides Sant'Anna, localizado no município baiano de Barreiras. A escola é de gestão compartilhada com a Polícia Militar (PM). 

A vítima do ataque foi identificada como Geane de Silva de Brito. Ela tinha 19 anos, era aluna da escola.

De acordo com a Prefeitura de Barreiras, o atirador chegou ao local "trajando roupa preta, capuz e óculos escuros, portando uma arma de fogo tipo revólver e duas armas brancas". Ele teria pulado o muro da escola para, então, dirigir-se à aluna cadeirante e fazer dois disparos. A jovem foi também "agredida com golpes de arma branca, vindo a óbito no local". Além disso, o atirador teria também ferido outros colegas antes de fugir. O autor dos disparos tem 14 anos, é filho de um policial da reserva e também estuda na escola. Ele havia sido transferido de outra unidade de ensino de Brasília em maio deste ano. Era aluno irregular e costumava faltar às aulas com frequência.

Segundo o Comando de Policiamento Regional Oeste (CPRO), ao tentar fugir, o atirador foi atingido "por disparo de arma de fogo que partiu de uma terceira pessoa, ainda não identificada". "Ele foi socorrido pelo Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] para cuidados médicos, em uma unidade de saúde", acrescentou. O estado de saúde dele não foi atualizado até a noite de ontem.

O ATIRADOR

O adolescente divulgou o passo a passo do ataque em uma rede social, na qual também propagava discurso de ódio.

"Irá acontecer daqui quatro horas e eu estou bem de boa. Estou tão calmo, nem parece que irei aparecer em todos os jornais", afirmou o adolescente em sua última postagem no Twitter.

O atirador também publicou uma carta de despedida na última quinta (22) e postou mensagens em que disse que "o dia do massacre está chegando" e dava a entender que estaria morto nos próximos dias.

As postagens foram feitas em uma conta no Twitter com um pseudônimo, mas a autenticidade foi confirmada. A conta foi suspensa pela empresa por violar as regras da rede social.

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