A prisão temporária dos cinco investigados por uma fraude milionária no Detran-SP foi convertida em preventiva. A informação é da Polícia Civil de Bauru, que, conforme o JC divulgou, é a responsável pela apuração do esquema criminoso. Agora, o próximo passo é interrogar os detidos.
O grupo foi desmantelado no último dia 21 com a deflagração da Operação Gravame, em São Paulo, quando cinco pessoas foram presas temporariamente - incluindo um diretor do Detran-SP na Capital - e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na sexta (23), a Justiça de Bauru converteu todas para prisão preventiva.
As investigações, conduzidas pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Secold) de Bauru, revelaram que os suspeitos atuavam em 18 Estados, realizando mais de 3 mil operações ilegais. Só no período monitorado, o bando teria gerado lucro de, ao menos, R$ 2,4 milhões.
O caso começou a ser apurado após uma funcionária do Detran em Bauru não reconhecer procedimentos realizados com sua senha. Então, a diretoria do órgão registrou um boletim de ocorrência (BO).
ESQUEMA
Segundo a Polícia Civil, o bando é acusado de um esquema de facilitação de desbloqueio de veículos e de expedição indevida de CNHs. Ao todo, a primeira fase da operação apreendeu mais de R$ 640 mil, 57 relógios de luxo, documentos, computadores do Detran-SP, armas e até cola quente usada para "clonar" digitais de alunos de cursos para formação de condutores.
Agora, a Polícia Civil de Bauru, por meio do Secold, está na Capital para colher os depoimentos dos investigados.