Regional

Com 1,1 milhão de eleitores, região tem o desafio de ampliar representação política

André Fleury Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil vai às urnas neste domingo (2) para definir o nome daqueles que vão representá-lo no âmbito do Congresso e dos governos estadual e federal nos próximos quatro anos. E a região de Bauru, com 1,1 milhão de eleitores, enfrenta um desafio em particular: a ampliação dos nomes que efetivamente a representam no parlamento.

Apesar do considerável número potencial de votos - até agosto deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizava 1.123.713 eleitores aptos na região -, as 47 cidades que compõem a área administrativa de Bauru contam hoje com dois representantes no Congresso e dois na Assembleia.

O levantamento não inclui Marília ou cidades que, mesmo próximas a Bauru, estão inscritas em outras regiões administrativas do Estado.

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, Rodrigo Agostinho (PSB) e Capitão Augusto (PL) têm domicílio eleitoral em Bauru. E Fernando Cury (União Brasil), de Botucatu, e Ricardo Madalena (PL), de Santa Cruz do Rio Pardo, foram os escolhidos para representar a região na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Todos buscam a reeleição.

Bauru, apesar de manter dois nomes em Brasília, segue sem deputado estadual. E só tem dois representantes no Distrito Federal porque Capitão Augusto (PL) mudou seu domicílio eleitoral para o município em 2019. Antes, ele estava baseado em Ourinhos, a 125 quilômetros de Bauru.

EM NÚMEROS

Opções não parecem faltar. Ainda que o número de candidatos a deputado estadual tenha diminuído na comparação com 2018, a lista dos que disputam uma vaga na Alesp por Bauru segue extensa. São 22 candidaturas neste ano, contra 25 registradas na última eleição geral.

O número de eleitores nas 47 cidades da região de Bauru elencadas pelo JC, em contrapartida, aumentou. Em 2018 eles somavam 1.083.532 pessoas, contra 1.123.713 na atualização deste ano - um aumento de 4% na comparação entre dois períodos.

O crescimento vem na esteira de uma mobilização, capitaneada pelo Tribunal Superior Eleitoral, para que jovens de 16 e 17 anos tirem seus títulos de eleitor. O resultado veio à tona: em Jaú, por exemplo, o número de jovens eleitores cresceu 36% - eles eram 705 em 2018, e hoje são 1.095. Em Barra Bonita, há movimentação semelhante. Eleitores de 16 a 18 anos passaram de 172 em 2018 para 264 neste ano, segundo o TSE.

Em Botucatu, por outro lado, cresceu o número de mulheres eleitoras. Elas eram 12.978 na última eleição, e hoje somam 14.277. São maioria do eleitorado, ocupando 52% do total.

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