Brasília - Presidentes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), discursaram nesta quinta (29) em defesa do sistema eletrônico de votação.
Rosa afirmou em discurso que está certa de que a "atuação sempre firme do TSE" vai "assegurar que nada tumultue a escolha livre e consciente dos cidadãos brasileiros do que entendam ser o melhor para o País".
"É absoluto respeito ao processo democrático, tal como ocorreu em 2018, quando, na presidência do TSE, diplomei os candidatos vencedores nas urnas", afirmou Rosa.
As declarações foram feitas em evento com observadores internacionais das eleições, três dias antes das votações do primeiro turno.
"A segurança e liberdade do voto serão efetivados tanto com a observância do absoluto sigilo do voto, que é plenamente garantido pelas urnas eletrônicas, como pelo respeito à ampla e civilizada liberdade de discussão política", disse Moraes. Afastando qualquer possibilidade de violência e coação e grupos políticos e econômicos", afirmou ainda o presidente do TSE.
Já Pacheco disse que o voto informatizado "foi a solução proposta para que nossa democracia eleitoral passasse da ficção do direito para a realidade do fato".
"Introduzida nas eleições de 1996, a urna eletrônica é simples, intuitiva, e acessível a todos: inclusive aos que não sabem ler e escrever, e mesmo às pessoas com deficiência visual. Provou-se confiável, segura e transparente", declarou ainda Pacheco.
Os discursos do trio foram referendados por outros participantes do evento, como o presidente da OAB, Beto Simonetti. "Estou certo de que teremos mais uma eleição limpa, segura e transparente", afirmou Simonetti. "O voto de cada eleitor será contabilizado e todos os eleitos pelo povo assumirão seus cargos."
No evento desta quinta-feira, Moraes disse que a Justiça Eleitoral tomou "inúmeras e importantes medidas" para garantir que "absoluta tranquilidade" no dia da votação.
O presidente do TSE decidiu apurar responsabilidades criminais sobre o documento do PL, apresentado anteontem (leia ao lado) dentro do Inquérito das Fake News, que é relatado por ele no STF. TSE dá 24h para Valdemar Costa Neto explicar o relatório que teria sido financiado com recursos do Fundo Partidário.