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Em meio ao aumento da fome e da demanda, Bom Prato é revitalizado

André Fleury Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em um cenário de avanço da fome, o Bom Prato tem registrado, nos últimos tempos, um grande aumento da demanda. Dentro deste contexto, a unidade bauruense do restaurante popular passou por melhorias. A revitalização foi oficialmente entregue em evento nesta semana, com a presença da secretária estadual de Desenvolvimento Social, Laura Machado.

"A instalação de um restaurante popular é um processo longo e demorado. Então, a melhoria daqueles que já existem precisa ser imediata", disse a secretária ao JC, na última terça-feira (27).

Estruturais, as obras no Bom Prato de Bauru, que fica na rua Primeiro de Agosto, 9-47, Centro, incluíram a troca de equipamentos da cozinha industrial, climatização do ambiente interno e a pintura da fachada.

Apesar de garantir uma maior agilidade na produção, não há previsão, por ora, para o aumento da oferta de refeições. Machado avalia que o acesso da população ao restaurante deveria ser ampliado a partir do Cartão Bom Prato, proposta do governador Rodrigo Garcia (PSDB). Ele deve ser distribuído às famílias em situação de vulnerabilidade com crédito de R$ 300,00, segundo o tucano.

MUDANÇAS

A gerente do Bom Prato de Bauru, Andressa Moraes, destaca a revitalização da unidade. "Conseguimos equipamentos mais modernos para a cozinha industrial. Isso vai agilizar não só a produção das refeições que oferecemos, mas também o tempo de higienização dos aparelhos".

Segundo ela, a demanda do restaurante aumentou em cerca de 30% desde que o Bom Prato reativou as refeições internas, após queda nos índices da pandemia. "Há dias pontuais em que nem todos da fila conseguem comer", admite. "Acontece quando há pratos mais especiais, como feijoada", prossegue. Atualmente, a unidade entrega 1,3 mil almoços por dia, 300 cafés da manhã e outros 300 jantares.

CRISE

O Bom Prato é o único restaurante que a comerciante Carolina Rocha, 37 anos, costuma frequentar. "Não como por quilo deve fazer uns quatro anos", lembra ela, que almoça no local praticamente todos os dias. "Cabe no bolso e ainda sobra uns trocados", brinca. À exceção do café da manhã, que custa R$ 0,50, cada almoço sai por R$ 1,00 na unidade.

Nos dias em que sai do trabalho e topa com o Bom Prato ainda aberto, Carolina ainda aproveita para comprar uma marmita, oferecida até as 17h, para comer na janta.

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