O mundo inteiro acompanhou pelas imagens da Nasa a ação da Espaçonave Dart, que colidiu com o asteroide Dimorfo, de 163 metros de diâmetro, que foi alvejado e afastado do rumo da Terra, distante 11 milhões de quilômetros, onde todos vibraram com o evento. Como sempre, no espaco sideral os humanos valorizam mais o que fazem lá do que ações de preservação no Planeta Terra.
Diferente das belas imagens, o mundo acompanha o enorme Furacão Ian, que iniciou no Caribe, nas proximidades de Cuba, onde atingiu a categoria 3, deixando rastros de grande tragédia para o sofrido povo cubano, seguindo seu destino, até a próxima parada para tocar ao solo com rajadas de ventos de 238 km/hora.
Já deixou prejuízos calculados em 70 bilhões de dólares ao atingir Miami, como categoria 4, chegando a 64 quilômetros, seu olho e diâmetro.
Nós perguntamos à Nasa, que é especialista em espaço: o Ian, cujo início foi detectado como uma Tempestade Tropical no Mar das Caraíbas pelos sensores, seguindo depois para Trinidad Tobago, ainda omo tempestade, será que os cientistas da agência espacial não poderiam ter evitado que esse Gigante da Natureza fosse abatido no início de sua formação com um avião carregado de Cloreto de Sódio (sal de cozinha), sendo bombardeadas suas núvens, que chegariam ao solo como chuvas, e com isso evitariam, assim, o seu crescimento e reduziriam a força dos ventos.
Lamentavelmente, nada disso foi feito. Então, o ser humano fica muito pequeno frente à força da Natureza, como essas originadas por esse Furacão Ian, que segue seu rumo de destruição e os humanos contam os prejuízos e as tragédias.
O autor é ecologista.