Tribuna do Leitor

Nossa escola 'abandonada' pede socorro!

Comunidade Escolar da EMEF Prof.ª Dirce Boemer Guedes de Azevedo
| Tempo de leitura: 3 min

Nós, cidadão bauruenses e membros da comunidade escolar da EMEF Prof.ª Dirce Boemer Guedes de Azevedo, vimos a público pedir ao Poder Público a retomada das obras de reforma da escola, localizada no Parque Bauru. Para tanto, vimos por meio deste conceituado jornal expor nossa jornada até o momento.

No contexto da Covid-19 no Brasil e diante dos protocolos do Governo Federal e Estadual e dos órgãos sanitários para combate à pandemia, a Secretaria Municipal da Educação de Bauru suspendeu as aulas presenciais a partir de abril de 2020, adotado o ensino remoto para todos os estudantes do Sistema Municipal de Ensino. 

Em maio de 2020, teve início a reforma e ampliação do prédio escolar, bem como adequações necessárias nos diversos espaços. Até esse momento, o prédio não apresentava problemas estruturais ou que comprometessem seu uso cotidiano.

Em abril de 2021, essa reforma foi paralisada. A essa altura, o prédio que antes não apresentava problemas estava bastante comprometido, sem quaisquer condições para abrigar os estudantes. À essa época, enquanto todas as escolas estavam em um processo gradual e progressivo de retomada das aulas presenciais, os estudantes da EMEF Prof.ª Dirce Boemer Guedes de Azevedo permaneceram em ensino remoto por não ter um espaço adequado.

Diante dos diversos e incansáveis pedidos da comunidade escolar por um local para acolhimento dos estudantes, a Secretaria Municipal da Educação adotou como medida temporária alugar parte do espaço do Centro de Transformação e Vivências (CTV), localizado no Núcleo Habitacional José Regino, a partir de setembro de 2021: dois blocos utilizados para sala de professores, sala de recursos, direção, coordenação pedagógica e secretaria, além de 3 salas para comportar as turmas, sendo que duas a três turmas dividiam o mesmo espaço de modo improvisado. Após tratativas, foram cedidos mas dois espaços, sendo uma sala e uma capela, mas mesmo assim de modo bastante improvisado.

Com o tempo esse espaço mostrou-se pedagogicamente inadequado e potencialmente insalubre, seja pelas salas de aula divididas apenas com armários e caixas, sem condições mínimas de acústica, seja pela falta de espaço para atividades diferenciadas e de reforço, pelos alunos e funcionários andando debaixo de sol e chuva até as salas e até mesmo pelo aparecimento de animais peçonhentos (cobras, aranhas, lacraias, escorpiões).

Após conversas com a comunidade escolar e desgastantes tratativas com a Secretaria da Educação, os alunos foram transferidos provisoriamente para o prédio escolar da antiga Escola Guedes de Azevedo, comprado pela Prefeitura no final de 2021, iniciando as aulas a partir de 08 de fevereiro de 2022. É um prédio com estrutura própria para escola, que atende os alunos de modo mais adequado, mesmo diante de diversos problemas e inúmeros desafios para a comunidade.

Apesar do atendimento regular, o prédio está distante do entorno dos alunos e de suas famílias. Percebemos que a participação dos familiares na vida escolar dos estudantes fica bastante comprometida, perdendo-se gradualmente a identidade da comunidade com a escola. Mas provavelmente o maior desgaste seja por conta da dependência das famílias com o transporte escolar. É norma que os alunos, menores de idade, devem ser embarcados e desembarcados na presença de um responsável (sendo que muitos tem horário de trabalho), além da distância entre a casa de muitos alunos e os pontos de embarque, o que obriga uma parcela de estudantes a caminharem longas distâncias, muitas vezes debaixo de sol, chuva e frio até esses pontos.

Enquanto isso, a escola original encontra-se totalmente paralisada e abandonada, sendo constantemente vandalizada. Para quem mora próximo ou passa em frente, a sensação é de grande tristeza. A cidade de Bauru traz a marca de obras abandonadas e nossa desolação e imaginar que a EMEF Prof.ª Dirce Boemer Guedes de Azevedo faça parte dessa lamentável realidade.

Neste sentido, vimos de maneira respeitosa solicitar ao Poder Público que olhe com cuidado para nossas crianças e tome as providências concretas e necessárias para a efetiva retomada da reforma da nossa escola. Também pedimos um diálogo amplo, aberto e permanente com a comunidade escolar, que são os verdadeiros protagonistas do "chão da escola", munícipes e cidadãos que podem e devem acompanhar de perto o desenrolar desse processo.

Crianças precisam de escola! Elas são o nosso futuro! Prefeita Suéllen Rosim, atenda ao nosso clamor!

Comentários

Comentários