Com 10,7 milhões de votos válidos (49,68% do total computado em todo o Estado), o ex-ministro e astronauta Marcos Pontes (PL) entrou para a história como o primeiro senador bauruense eleito. Um dos seus maiores colégios eleitorais no Interior, Bauru lhe rendeu 119.707 votos.
Durante entrevista ao JC, nesta segunda-feira (3), Pontes agradeceu o apoio e disse que uma de suas principais missões como senador será a de se articular para trazer mais desenvolvimento para Bauru e região.
"Eu sou o Pontes e quero ser a ponte", dispara ele em tom de brincadeira, mas ressaltando que sua primeira atitude, após empossado, será se reunir com prefeitos de Bauru e região para discutir as principais demandas.
"Sei que precisamos de muitas coisas e, em especial, resolver os problemas da cidade, como o da falta de água. Mas, mais do que isso, quero ajudar a tornar Bauru mais atrativa para os negócios, trazer de volta aquela pujança que eu via quando era garoto", comenta Pontes. "Gostaria muito também de ver nosso Aeroporto, que hoje está subutilizado, com mais ação e protagonismo", completa.
Com relação à região, ele pretende articular parcerias para "ajudar as cidades a desenvolverem suas vocações". "Vamos estabelecer prioridades junto aos prefeitos e desenhar projetos que atendam de forma pragmática aos anseios".
Defensor de temas ligados à ciência e à tecnologia, Pontes cita que trabalhará ainda para facilitar o acesso de crianças em periferias às creches, e de jovens à educação profissionalizante para a promoção do empreendedorismo.
TRAJETÓRIA
Marcos Pontes chega ao Senado tendo como experiência prévia na vida pública os três anos e três meses em que foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações no governo Jair Bolsonaro.
"Posso dizer que fiquei um pouco frustrado como ministro por não conseguir trazer para cá alguns projetos que eu gostaria, como o do Centro de Inovações. Mas, agora, como Senador, é possível articular melhor e trabalhar mais pela região", ressalta o político. "Para isso, contarei com a ajuda dos colegas também eleitos por aqui, como o Capitão Augusto e a Dani Alonso", acrescenta ele.
Tenente-coronel reformado da Força Aérea, Marcos Pontes passou dez dias em órbita em 2006, tornando-se o primeiro astronauta brasileiro.
Na política desde 2013, ele concorreu a deputado federal por São Paulo pelo PSB em 2014, obtendo 43.707 votos, mas não foi eleito e deixou o partido pouco depois. Em 2018, foi segundo suplente de Major Olímpio (PSL-SP), que se elegeu senador e morreu de Covid-19 em 2021. A vaga foi assumida pelo primeiro suplente, Giordano (MDB).
FOCO
Nas eleições 2022, Marcos Pontes teve como padrinho político de sua candidatura ao Senado o presidente Jair Bolsonaro, para quem ele trabalhará, agora, pela reeleição.
"Minha vitória foi a consequência de um trabalho bem estruturado que fizemos com apoio de Bolsonaro. Estou eleito e meu foco, no momento, é atuar para eleger Tarcísio e a reeleger o presidente. Com eles e a maioria no Congresso, teremos governabilidade para aprovar reformas importantes para o País, como a Tributária", pontua.
Diante de uma possível vitória da oposição, Pontes demonstra certa tranquilidade. "Eu fui eleito para trabalhar pela população e é o que farei. Nada de oposição ignorante, eu sou muito técnico e, para mim, o bem do País está em primeiro lugar", finaliza o senador eleito pelo Estado.