O primeiro turno das eleições foi marcado por filas em várias seções eleitorais de Bauru, no último domingo (2). Alguns eleitores precisaram esperar por mais de 1 hora para votar. Entre as questões apontadas como responsáveis por tornar o pleito deste ano mais moroso está a biometria.
Conforme o JC apurou, em várias situações, houve demora para a urna reconhecer o eleitor pelo dedo. Quem não conseguiu usar este sistema, após quatro tentativas, votou normalmente na urna eletrônica.
Outra razão elencada como pivô para a demora teve relação com a conferência das urnas entre a votação de um eleitor e outro, uma novidade implementada neste ano, com objetivo de verificar danos ao equipamento ou santinhos deixados na cabine.
Apesar da espera maior, as Eleições na cidade transcorreram de forma tranquila. Houve a substituição de apenas dois equipamentos de votação da 23ª zona eleitoral. Um deles travou.
Embora proibido, o derramamento de santinhos foi registrado em trechos da av. Nações Unidas e em pontos de votação, como nas escolas estaduais Morais Pacheco, Stela Machado e Durval Guedes de Azevedo e na Uniesp. A quantidade, no entanto, de forma geral, é inferior à registrada em anos anteriores.
Os pontos de votação com o problema passaram por limpeza da prefeitura.
2.º TURNO
Para o segundo turno, em 30 de outubro, a expectativa é de que o processo eleitoral transcorra de forma mais célere.
"Os mesários já estarão mais familiarizados com a biometria", comenta Wilson de Rossi Junior, chefe de cartório da 387ª Zona Eleitoral. "Percebemos também que muitas filas ocorreram por causa de eleitores que não levaram a colinha e esqueceram os números. Como há menos candidatos no segundo turno, acredito que será mais fácil decorar e o processo será mais rápido", finaliza Rossi Junior.