A reunião pública referente à Educação realizada nesta quarta-feira (5) não esclareceu todas as dúvidas sobre os números relativos ao transporte de alunos da rede municipal custeado pela Prefeitura de Bauru. Em meio a justificativas da Secretaria Municipal de Educação e a questionamentos feitos pelos integrantes das comissões de Educação e Assistência Social, e de Fiscalização e Controle da Câmara, ficou estabelecido que o tema será tratado em audiência pública específica.
O mesmo ocorreu em relação à aquisição do projeto Palavra Cantada por R$ 5,3 milhões, assunto que voltará a ser debatido pela Câmara.
Na avaliação dos vereadores, a reunião de ontem não foi suficiente para elucidar todas as dúvidas sobre os dois temas, mesmo a realização deste encontro já tendo sido motivada por questões que também foram consideradas não esclarecidas durante a prestação de contas dos dois primeiros quadrimestres de 2022, que ocorreu na semana passada.
A iniciativa da reunião desta quarta-feira foi da vereadora Chiara Ranieri (União Brasil), presidente da Comissão de Educação da Casa. Pela Secretaria Educação, as respostas foram dadas pela titular da pasta, Maria do Carmo Kobayashi.
DIFERENÇAS
Um dos principais pontos debatidos foi a diferença no custeio do transporte de alunos entre os dois primeiros quadrimestres de 2021 e os de 2022, e mesmo durante os oito primeiros meses deste ano.
De janeiro a agosto de 2021, foram percorridos mais de 1,1 mil quilômetros e, no mesmo período de 2022, cerca de 1,7 mil quilômetros.
O vereador Coronel Meira (União Brasil), por sua vez, focou nas discrepâncias de percurso nos meses deste ano, apontando uma diferença, por exemplo, de 70 quilômetros entre agosto e abril.
O aumento da distância percorrida foi justificado pela Educação pela mudança no atendimento de determinados alunos, que passaram a estudar em prédios diferentes, como a Escola Dirce Boemer Guedes de Azevedo. Segundo a pasta, outros motivos foram a locomoção de estudantes da educação para adultos e a própria diferença de dias letivos entre os meses.
REAJUSTE
Outro tópico discutido foi o reajuste de 11% concedido, em abril deste ano, no valor pago pela prefeitura por quilômetro rodado à empresa que presta o serviço, passando de R$ 7,54 para R$ 8,35.
Neste caso, a explicação da Educação é de que a revisão está prevista no contrato. Porém, o assunto também ficou pendente de ser detalhado em audiência futura.
Durante a reunião desta quarta-feira, foram, ainda, apresentados os investimentos feitos em imóveis desapropriados no ano passado. Quatro ainda aguardam decisão após judicialização do processo e, por isso, não receberam benfeitorias.