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'Ilhados' por obras, lojistas do Centro reclamam de prejuízos e transtornos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Como se não bastassem os prejuízos decorrentes de furtos frequentes (leia mais abaixo), lojistas da região central de Bauru agora relatam estar amargando perdas também em razão das obras de recapeamento da avenida Rodrigues Alves. Por conta da dificuldade de acesso, o número de clientes teria caído até 80% em diversos estabelecimentos, especialmente naqueles localizados entre as quadras 8 e 11 da rua Araújo Leite, bem como os da quadra 11 da rua Engenheiro Saint Martin, onde o trânsito está interditado.

Para contornar a situação, as empresas já estariam, inclusive, dando folgas e até demitindo alguns funcionários. O temor em relação ao risco de falência dos negócios também é grande.

Há cerca de um mês, a empresa terceirizada Fortpav iniciou a recuperação da Rodrigues entre as quadras 11 e 13, no sentido Centro-Higienópolis, que estão interditadas. Enquanto isso, o lado oposto é compartilhado para permitir o tráfego em ambos os sentidos, da altura da rua Antônio Alves à avenida Nações Unidas.

Segundo Elloá Coneglian, vendedora de uma loja de motos da quadra 11 da rua Araújo Leite, localizada a uma quadra e meia de distância da Rodrigues, as intervenções reduziram o fluxo de veículos e, por consequência, de clientes. "Entendemos a importância da obra, mas nos preocupamos com os impactos ao comércio no entorno no decorrer destes próximos meses. Se, ao menos, a prefeitura liberasse o cruzamento entre a Araújo e a Rodrigues ou colocasse placas indicando rotas alternativas, já ajudaria um pouco", comenta.

TEMOR

Ainda de acordo com Elloá, a loja já acumula perda de 80% do faturamento, situação semelhante à enfrentada durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19. Cálculo aproximado também é feito por Marciano Jorge, gerente de um posto de combustíveis localizado na quadra 11 da Rodrigues, que atribui o maior volume de perdas à interrupção do trânsito da Araújo Leite, no cruzamento com a avenida.

"No posto que fica no sentido Centro-Higienópolis, onde o tráfego está totalmente interditado, já houve várias demissões. Temos medo do que irá ocorrer com a gente e com os demais estabelecimentos que estão no outro lado, quando ele também for fechado para o recape", avalia.

Os comerciantes ainda reclamam de lentidão na execução do serviço, que estaria parado há, pelo menos, cinco dias. "E só vai piorar quando fecharem a avenida no nosso lado. Como é que conseguiremos receber nossos clientes?", questiona Cesar Navarro, funcionário de um centro automotivo da quadra 12 da Rodrigues Alves.

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