Tribuna do Leitor

Miséria gera ignorância?

Lúcio Jacomini
| Tempo de leitura: 2 min

A eleição deste ano é atípica. Os candidatos e os meios de comunicação dedicam-se a criar e instalar o "medo" na população. Os eleitores sentem-se oprimidos, difamados, perseguidos e recebem ameaças. Tendo opinião contrária aos interesses de qualquer grupo de pessoas, a gente é ser considerado o 'Judas'. O inimigo nessa guerra entre o bem e o mal.

A guerra ideológica entre o bem e o mal inviabiliza a discussão dos graves problemas socioeconômico do Brasil. A história da humanidade nos ensina que para obter legitimidade sempre foram declaradas as chamadas 'Guerras Santas', onde milhões morreram por esses princípios.

Mas, afinal, quem é do bem e quem é do mal? Discussão do que está certo ou errado é complexa, e dependendo que quem expressa, acaba influenciando boa parte da população.

Certo é que existe descrença na classe política, e isso não de hoje. Os discursos são sempre a repetição de outras eleições. Falam tanto da Democracia, no acesso aos direitos garantidos pela Constituição, só que, depois de eleitos, as tais promessas de campanha nunca se concretizam. Até quando vamos aceitar isso?

Os que se dizem opositores hoje tornam se aliados amanhã. Ao assumir o governo fazem a mesma coisa de governos anteriores ou até pior. É um jogo de hipócritas. Nesse jogo de interesses só desejam barganhar em proveito próprio. O custo para aprovação de qualquer projeto é extremamente alto, transferências de verbas para reduto político, indicações de apadrinhados etc etc.

Segundo Maquiavel, 'a política é a luta pela conquista e manutenção do poder'. Tudo se resume a esse objetivo. Você, eleitor, se importa com a verdade? Você se importa com o passado do candidato? Você se importa com o presente? A virtude de quem governa ou irá governar é importante para você?

Considere as consequências de seu voto. Vote na certeza que somos nós que realmente fazemos a diferença na eleição e na Democracia.

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