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Choro, emoção, sorrisos: marcas da celebração de Nossa Senhora em Bauru

André Fleury Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O silêncio tomou conta do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na praça Washington Luiz, em Bauru, pouco tempo antes do término da missa das 10h desta quarta-feira (12). Centenas de fiéis se organizaram em fila. O único barulho que se ouvia era o movimento dos passos dados por cada um em direção à hóstia e a música típica do momento litúrgico. Um a um, eles voltavam aos seus bancos, se ajoelhavam e rezavam. Uma comunhão especial, em homenagem ao Dia de Nossa Senhora, a Padroeira do Brasil, quando devotos de Bauru também saíram às ruas para celebrá-la.

Por lá, as missas começaram cedo. A primeira se iniciou às 6h, sendo que a das 10h foi celebrada pelo bispo Dom Rubens Sevilha. Nos intervalos entre as frases do religioso, ver gente chorando dentro ou fora do Santuário era cena inevitável. Na praça Washington Luiz, uma tenda e cadeiras foram afixadas para quem não chegasse a tempo de entrar na igreja, àquela altura superlotada.

DEVOÇÃO

Tradição religiosa em Bauru, a celebração do Dia de Nossa Senhora no Santuário que leva o mesmo nome reuniu pelo menos 10 mil pessoas ao longo desta quarta-feira, segundo religiosos e fiéis. Alguns foram sozinhos; outros, com amigos ou com a família.

Dalva Zucari Mariano, 74, havia acabado de acender suas velas, prática comum em celebrações católicas, quando foi abordada pela reportagem. Ela frequenta o Santuário da praça Washington Luiz desde criança, quando o local ainda era considerado paróquia - a igreja foi construída há 70 anos, e há exatos 20 anos é classificada como Santuário.

Devota de Nossa Senhora, Dalva diz ter exemplos práticos de sua identidade com a santa católica. O mais velho de seus 10 irmãos foi diagnosticado com meningite ainda criança. Os recursos àquela época eram escassos, não havia vacina ou tratamentos eficazes, e restou à família a oração. "Pouco tempo depois, ele se curou", diz.

DIFICULDADE

A vida religiosa de Bruno Mangaba, 25, começou cedo, aos 5 anos de idade. E sempre no Santuário da praça Washington Luiz, onde já foi catequista e hoje figura como voluntário. "Estou aqui desde sempre. E continuarei enquanto for possível", diz.

É nos momentos difíceis, afirma Bruno, que as ações de Nossa Senhora Aparecida são percebidas com maior facilidade. Mas também é preciso valorizar o cotidiano e os pequenos detalhes. "A vida de Jesus Cristo e a de Nossa Senhora são exemplos a serem seguidos. Atribuo a eles minha felicidade", conta.

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