SAÚDE

Santa Casa recebe 40 órteses para tratar bebês com pé torto

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Equipamentos foram obtidos por meio de parceria entre Rotarys e serão emprestados a crianças atendidas pelo Ambulatório de Ortopedia Pediátrica
Equipamentos foram obtidos por meio de parceria entre Rotarys e serão emprestados a crianças atendidas pelo Ambulatório de Ortopedia Pediátrica

A Santa Casa de Araçatuba recebeu 40 órteses ortopédicas destinadas ao tratamento de bebês e crianças com pé torto congênito. Os equipamentos foram entregues pelo Rotary Club Araçatuba Cruzeiro do Sul durante cerimônia realizada na noite de segunda-feira (5).

A doação foi viabilizada por meio de uma parceria com o Rotary Club de São Carlos-Norte e o projeto “Mudando a Vida das Crianças com Pé Torto no Brasil”, coordenado pelo ortopedista pediátrico Ricardo Innecco de Castro.

A iniciativa de trazer os equipamentos para Araçatuba partiu da ortopedista pediátrica Renata Esteves Cassiano, coordenadora do Ambulatório de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa.

Segundo ela, havia órteses remanescentes de ações realizadas pelo projeto em São Carlos, que foram disponibilizadas para utilização pelos pacientes do hospital.

Inicialmente, a previsão era de receber 20 unidades, mas a quantidade foi ampliada para 40.

Banco de Órteses

Os equipamentos serão utilizados em sistema de empréstimo, permitindo que sejam devolvidos e reaproveitados conforme as crianças cresçam e necessitem de tamanhos maiores.

A proposta é criar um Banco de Órteses no ambulatório, garantindo que os aparelhos continuem disponíveis para outros pacientes após o término de cada período de utilização.

Segundo as informações apresentadas pela equipe, um par de órteses custa entre R$ 250 e R$ 700, dependendo do modelo e do tamanho.

Considerando que as 40 unidades recebidas correspondam a 40 conjuntos completos, o valor estimado da doação varia de R$ 10 mil a R$ 28 mil.

A Santa Casa não informou o valor comercial oficial dos equipamentos.

Tratamento precoce

O pé torto congênito é uma alteração musculoesquelética presente desde o nascimento, que faz com que um ou ambos os pés fiquem voltados para dentro e para baixo.

Uma das principais formas de tratamento é o método Ponseti, que utiliza gessos sucessivos para corrigir gradualmente a posição dos pés. Após essa etapa, o uso de órteses ajuda a manter a correção e a reduzir o risco de recidiva.

O equipamento é composto por duas botinhas conectadas por uma barra, que mantém os pés posicionados conforme a orientação médica.

O tratamento deve começar, preferencialmente, nas primeiras semanas de vida, quando os tecidos apresentam maior flexibilidade.

Atendimento a 40 municípios

Criado há pouco mais de um ano, o Ambulatório de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa atende pacientes encaminhados de 40 municípios da região.

O serviço realiza, em média, 50 atendimentos mensais, tendo o pé torto congênito entre as principais demandas.

De acordo com Renata Cassiano, parte das crianças ainda chega ao ambulatório com idade entre seis meses e um ano, quando o início do tratamento já é considerado tardio em relação ao período ideal.

A médica destaca, entretanto, que o atendimento especializado tem contribuído para identificar a condição mais cedo.

Bebês nascidos na maternidade da Santa Casa podem ser avaliados e, quando necessário, encaminhados diretamente ao ambulatório.

A alteração também pode ser identificada durante a gestação, por meio de ultrassonografia, ou diagnosticada após o nascimento por profissionais de saúde.

Durante a entrega dos equipamentos, o provedor da Santa Casa, Éverton Santos, destacou a importância das parcerias entre instituições e profissionais de saúde para ampliar o acesso ao tratamento.

Com a criação do Banco de Órteses, a expectativa é beneficiar sucessivamente diferentes pacientes, especialmente famílias que enfrentam dificuldades para adquirir os aparelhos.

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