Uma policial militar natural de Araçatuba e atualmente lotada na capital paulista foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Sem Saída, deflagrada neste sábado (19) pela Polícia Civil contra uma estrutura investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A Corregedoria da Polícia Militar apreendeu o celular da agente após a investigação identificar uma movimentação financeira considerada atípica entre ela e uma das investigadas.
A policial é irmã dessa investigada e cunhada do homem apontado pela Polícia Civil como gerente do tráfico no ponto conhecido como “Esquina Maluca”, no bairro São José, em Araçatuba.
O delegado Igor Alberto Figueiredo, responsável pela investigação, ressaltou que a origem das transações financeiras envolvendo a policial ainda não foi esclarecida. A apreensão do aparelho busca justamente aprofundar essa apuração.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas não recebeu retorno até a publicação.
Movimentação financeira levou investigação à policial
Segundo Figueiredo, a análise financeira dos investigados revelou transações consideradas atípicas envolvendo uma das mulheres investigadas e a policial militar.
“Depois descobrimos que elas eram irmãs”, afirmou o delegado.
A Justiça autorizou buscas relacionadas à policial em São Paulo e Araçatuba. O celular da agente foi apreendido por policiais da Corregedoria da PM.
Segundo o delegado, os investigadores tentarão agora identificar a origem e a finalidade das movimentações financeiras entre as duas.
Investigação começou há cerca de um ano
A Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes) de Araçatuba iniciou a investigação há aproximadamente um ano, a partir de uma prisão em flagrante.
Segundo Figueiredo, o trabalho contou com participação do Nepcod e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.
Desde aproximadamente outubro do ano passado, os investigadores apuram a atuação de uma suposta associação voltada ao tráfico de drogas no bairro São José.
Durante esse período, a polícia também analisou a movimentação financeira dos investigados. Em um dos pontos investigados, conhecido como “Biqueira da Esquina Maluca”, foram identificadas movimentações superiores a R$ 2 milhões no período analisado.
A Polícia Civil ainda apura a origem e o destino desses recursos.
Operação termina com sete prisões
A Operação Sem Saída mobilizou 95 policiais e 23 viaturas para o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão.
Segundo o balanço da Polícia Civil, cinco investigados foram presos temporariamente neste sábado. Outros cinco mandados de prisão temporária tinham como alvos pessoas que já estavam no sistema penitenciário.
Durante as diligências, outras duas pessoas foram presas em flagrante.
A polícia apreendeu 145 gramas de maconha, 468 pinos com cocaína e 19 celulares.
Um dos principais investigados foi localizado em Birigui, segundo o delegado. A mulher dele, que também é investigada, foi presa temporariamente.
Venda de drogas após primeira ação
Outro episódio ocorreu depois que as equipes encerraram a primeira etapa das buscas no bairro São José.
Segundo Figueiredo, policiais retornaram à região e flagraram uma pessoa vendendo drogas no mesmo ponto onde haviam realizado buscas horas antes.
Nesse flagrante foram apreendidos 468 pinos com cocaína, segundo o balanço da operação.
A Dise inicia agora uma nova etapa da investigação, que incluirá a análise dos celulares apreendidos para aprofundar a apuração sobre a estrutura investigada e as relações entre os envolvidos.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.