O candidato à Presidência da República Augusto Cury esteve em Araçatuba na manhã deste sábado (5), em uma agenda marcada por carreata, encontro com apoiadores e uma mensagem centrada na pacificação do país.
O encontro estava previsto para começar às 9h30, mas Cury chegou próximo das 11h, após percorrer algumas ruas de Araçatuba em uma carreata ao lado do candidato a deputado estadual Cido Saraiva.
Assim que desceu da caminhonete, Cury foi cercado por apoiadores e pela imprensa. Mesmo com integrantes de sua equipe sinalizando que a entrevista deveria ser encerrada para que ele seguisse para o compromisso, o candidato insistiu em atender os jornalistas.
Em determinado momento, Cury justificou a decisão afirmando que a imprensa exerce um papel fundamental para a sociedade, destacando que o jornalismo seria uma espécie de “oxigênio da sociedade”.
A postura chamou a atenção durante a agenda, especialmente pela disposição do candidato em permanecer respondendo aos questionamentos antes de seguir para o evento.
'Não quero fazer carreira política'
Durante sua fala aos convidados, Cury reforçou uma das principais mensagens que pretende levar ao eleitorado: a de que não pretende transformar a política em uma carreira pessoal.
Por diversas vezes, afirmou que está colocando seu nome à disposição nesta eleição e que sua eventual chegada à Presidência dependerá do apoio da sociedade brasileira.
Segundo o candidato, caso seja eleito, sua proposta é governar “para todos”, sem distinção entre grupos políticos, ideológicos ou partidários.
A fala foi acompanhada por críticas ao ambiente de polarização que, segundo Cury, tomou conta do país. O candidato afirmou que o Brasil precisa superar a disputa permanente entre direita e esquerda e voltar a discutir aquilo que considera essencial: a vida e as necessidades da população.
Para Cury, a política não pode continuar sendo movida por disputas pessoais, egos e conflitos que acabam atingindo até mesmo relações familiares e de amizade.
Ele defendeu uma mudança de postura e afirmou que sua proposta está baseada na pacificação do Brasil, em vez do confronto político.
'O povo brasileiro foi esquecido'
Em sua fala, Cury também sustentou que a sociedade brasileira acabou ficando em segundo plano diante da disputa política.
Na avaliação apresentada pelo candidato, a briga entre grupos e ideologias fez com que parte da classe política se afastasse dos problemas reais enfrentados pela população.
A proposta apresentada em Araçatuba foi justamente a de tentar construir uma agenda que, segundo ele, coloque o cidadão no centro das decisões do país.
Esposa acompanha agenda e defende proteção às mulheres
A visita também contou com a presença da esposa de Augusto Cury, Suleima Cury, que acompanha o candidato durante a agenda pela região.
Durante o encontro, ela também teve participação na programação e abordou propostas voltadas às mulheres. Entre as ideias apresentadas, está a criação e ampliação de programas e iniciativas de proteção, acolhimento e suporte às mulheres, com ações que possam contribuir para a segurança e para a garantia de direitos.
A presença dela ao lado do candidato acrescentou um tom familiar à agenda e reforçou a intenção da campanha de apresentar propostas voltadas não apenas à política institucional, mas também a questões sociais que atingem diretamente as famílias brasileiras.
Agenda em Araçatuba
A passagem por Araçatuba faz parte da movimentação política de Augusto Cury pelo interior paulista. Ao lado de Cido Saraiva, o candidato percorreu ruas da cidade antes de participar do encontro com apoiadores.
A Folha da Região acompanhou a agenda desde a chegada do candidato e registrou os principais momentos da visita, incluindo a entrevista concedida à imprensa e o discurso apresentado aos convidados.
A mensagem deixada por Cury em Araçatuba foi clara: menos confronto, menos disputa de egos e mais atenção ao cidadão.
Em uma eleição que promete ser marcada novamente pela forte polarização política, o candidato tenta construir uma identidade própria ao se apresentar como uma alternativa voltada à pacificação nacional e ao diálogo, afirmando que, caso chegue à Presidência, pretende governar para o Brasil inteiro - e não para apenas um lado do país.
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