Uma operação da Polícia Civil terminou com a captura, na segunda-feira (10), de um caminhoneiro investigado por suposta participação em um esquema criminoso envolvendo o desvio de cargas de soja. O homem, que não teve a identidade divulgada, foi localizado em um imóvel no bairro Paraíso, em Araçatuba.
A prisão foi realizada por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à DEIC de Araçatuba. Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiânia (GO).
Após ser localizado, o caminhoneiro foi levado ao plantão policial para o cumprimento das formalidades legais e permaneceu à disposição da Justiça.
Investigação aponta esquema planejado
Segundo informações apuradas pela reportagem, a ordem de prisão está relacionada a uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, que apura suspeitas de apropriação indébita majorada e associação criminosa.
As apurações apontam que o caminhoneiro faria parte de um grupo supostamente organizado para desviar cargas transportadas por uma empresa com sede em Rio Verde (GO).
O esquema teria envolvido o desvio de 88 toneladas de soja em grãos, divididas entre dois caminhoneiros. Um deles teria ficado com aproximadamente 50 toneladas, enquanto o segundo, que acabou capturado em Araçatuba, seria responsável por outras 38 toneladas.
O prejuízo estimado para a empresa chega a R$ 190 mil.
Confiança da empresa teria sido usada no golpe
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores é a forma como o grupo teria agido para evitar suspeitas.
De acordo com a investigação, os envolvidos realizavam anteriormente fretes de maneira regular, construindo uma relação de confiança com a transportadora. Depois de conquistarem essa credibilidade, teriam utilizado a estrutura para executar os desvios das cargas.
As apurações também indicam que caminhões com placas clonadas teriam sido utilizados durante a ação, o que reforça a suspeita de que o esquema teria sido planejado previamente.
O caso continua sendo investigado pelas autoridades de Goiás, que buscam esclarecer a participação de cada envolvido e identificar outros possíveis integrantes do grupo.
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