OUSADIA

Mulher é presa após ameaçar companheira dentro da delegacia

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Renan
Caso será investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher)
Caso será investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher)

Uma discussão entre duas mulheres terminou em prisão na noite de domingo (26), em Araçatuba. A confusão aconteceu justamente na entrada da Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde uma mulher de 40 anos foi detida em flagrante após ameaçar de morte a companheira, de 38 anos. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como violência doméstica.

A situação chamou a atenção de um delegado que chegava à unidade policial. Ao se aproximar do prédio, ele percebeu que uma mulher caminhava apressada em direção à delegacia tentando se afastar da companheira, que a seguia de forma agressiva. Conforme o registro policial, a suspeita gesticulava, apontava o dedo para a vítima e mantinha comportamento intimidatório.

Antes mesmo que a vítima conseguisse entrar completamente na delegacia, a investigada teria feito ameaças na presença do delegado. Segundo o boletim de ocorrência, ela afirmou que espancaria e mataria a companheira caso ela deixasse o local, acrescentando que não tinha receio de ser presa.

Diante da cena, o delegado interrompeu a discussão, afastou as duas mulheres e acionou investigadores que estavam de plantão. A suspeita recebeu voz de prisão imediatamente e foi conduzida para os procedimentos legais, sem apresentar resistência.

A ocorrência também foi acompanhada por um guarda civil municipal que estava na CPJ em apoio a outra ação policial. Em depoimento, ele confirmou que ouviu as ameaças e relatou que a vítima aparentava medo, procurando proteção ao entrar rapidamente na unidade.

Casal já possuía histórico de conflitos

Durante o depoimento, a vítima contou que o relacionamento com a autora dura cerca de quatro anos e revelou que já havia solicitado uma medida protetiva em outra ocasião. No entanto, após uma reconciliação, pediu que a proteção judicial fosse revogada.

Ela ainda informou que, horas antes da prisão, procurou a companheira para conversar, mas a situação evoluiu para uma discussão. Apesar das ameaças registradas na delegacia, declarou que não pretendia representar criminalmente contra a autora nem solicitar uma nova medida protetiva.

A investigada, por sua vez, foi interrogada, mas preferiu não responder às perguntas, exercendo o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prisão foi mantida

Mesmo com a manifestação da vítima, a autoridade policial entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar a prática do crime e o risco de novas agressões. Por esse motivo, além da prisão em flagrante, foi solicitada à Justiça a aplicação de medidas protetivas para impedir qualquer contato entre as duas.

Após a formalização da ocorrência, a mulher permaneceu presa e foi encaminhada para audiência de custódia, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão.

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