CRÔNICA

O retorno do técnico (6-final)

Por Jeremias Alves Pereira Filho | Especial para a Folha da Região
| Tempo de leitura: 3 min

Dia 14/07/26: Espanha e França foi um bom jogo, especialmente para a equipe ibérica, que sufocou a adversária desde o início. Tanto bateu que nem M’Bappé e Delembé conseguiram suplantar o menino Yamal que, com seus coleguinhas — alguns tão jovens quanto ele —, deram um baile na grande campeã. Placar de 2x0 não refletiu a superioridade espanhola e o resultado poderia ser até mais elástico, mas foi suficiente para colocar a Espanha na final.

Dia 15/07/26: Se já era necessário ansiolítico para assistir os empolgantes jogos da Argentina, esse contra a Inglaterra foi “de matar”. Time inglês começou bem a partida e saiu na frente com oportuno gol de Tony Gordon, escorando cruzamento de Rogers aos 10m do segundo tempo. Estava razoavelmente fácil e deu a impressão de goleada. Mas o que... O “coach” alemão Thomas Tuchel, achando suficiente, mandou a equipe recuar e substituiu mal trocando alguns jogadores de ataque por defensores, querendo “garantir o resultado”. 

Ledo engano, pois pareceu não conhecer a garra do time argentino que “partiu prá cima” e tanto martelou a meta e a trave do Pickford que, quase no fim do jogo, aconteceram os dois gols nascidos dos pés mágicos do Messi, o “garçom” do dia. Mais uma estonteante virada argentina que levou à loucura imensa e fanática torcida presente no Estádio de Atlanta, de lindo gramado, como de todos os demais, quase um campo de golfe. Que “inveja” tive dos hermanos e que “vergonha alheia” senti da falta de espírito de luta da nossa Selecinha. Pelo menos até agora...

Dia 18/07/26: Disputa (palavrinha sarcástica) honrosa dentre França e Inglaterra pelo 3º. lugar da Copa. Livres da pressão pela final os times jogaram com parte dos reservas e, no primeiro tempo, a Inglaterra já goleava por 4x0. No segundo tempo parecia outro jogo e, nele, a França bateu a Inglaterra por 4x2. Foi o “melhor segundo tempo da Copa”. Resultado final de espantoso 6x4 para a Inglaterra, que levou o bronze para casa.

Dia 19/07/26: Domingão de céu aberto e azulado em New Jersey, com o belíssimo MetLife Stadium em East Rutherford completamente lotado para a grande final entre Argentina e Espanha. Falam o mesmo idioma, mas não praticam o mesmo futebol. A Espanha jogou bola e atirou 20 vezes contra 2 da Argentina, com Messi muito marcado e sumido em campo. A Argentina jogou sim, mas jogou o antijogo, cometendo faltas desleais e catimbando. Brilhou a estrela do Yamal, que poderia anotar ao menos mais um golaço, e, não fosse a péssima atuação do VAR, o resultado seria maior. 
Vitória simples por 1x0 para a Espanha. A equipe portenha – salvo honrosas exceções – “partiu para a ignorância” e desmereceu o vice-campeonato, que estaria bem melhor com a Inglaterra ou a França. Dessa vez o Trump não telefonou ao Infantino intercedendo pela Argentina e ficou assim mesmo: Espanha Campeã da Copa do Mundo de Futebol de 2026. E, para encerrar com “chave de ouro”(aaaargh!), o time argentino pisou na bola ao virar as costas para a cerimônia de entrega da taça aos espanhóis...

PS: Registro, só mais essa vez, que fui escrevendo todas as crônicas anteriores – essa também – aos poucos, conforme os jogos aconteciam, assim como um Diário da Copa. Encerro essa contagiante maratona já sentindo uma certa “crise de abstinência”...

É sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados. Especialista em direito empresarial e professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Araçatubense nato.

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários