A Polícia Civil de Birigui esclareceu o homicídio de Francinaldo Batista Ferreira, de 43 anos, encontrado morto na manhã de 12 de julho em uma estrada rural no bairro Casa de Tábua. O caso, inicialmente tratado como uma morte cercada de dúvidas, teve um desfecho decisivo nesta sexta-feira (24), quando a viúva da vítima confessou o crime durante depoimento prestado na delegacia.
O corpo de Francinaldo foi localizado por volta das 7h55, abandonado em uma área rural. No local, os policiais constataram sinais de violência compatíveis com estrangulamento. A vítima estava sem documentos, telefone celular e demais pertences pessoais.
Desde as primeiras diligências, a investigação identificou inconsistências na versão apresentada pela esposa, que afirmava que o marido teria passado mal e deixado a residência por vontade própria.
Imagens e perícia
Segundo a Polícia Civil, o avanço das investigações, aliado aos laudos periciais e à análise de imagens de câmeras de segurança, revelou elementos que contrariavam o relato inicial.
As imagens mostraram um veículo deixando a residência do casal durante a madrugada e seguindo em direção ao local onde o corpo foi encontrado.
O laudo necroscópico confirmou que a morte ocorreu por estrangulamento mecânico e indicou que a vítima não teve possibilidade de reação, reforçando a principal linha investigativa.
Confissão
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão na residência da investigada, pedido que foi deferido.
Ao ser informada da decisão judicial e confrontada com os elementos da investigação, a mulher confessou o homicídio.
Segundo o depoimento prestado à polícia, ela afirmou que dopou o marido com clonazepam e, em seguida, o estrangulou com uma corda dentro da residência.
Ainda conforme a confissão, ela contou que recebeu ajuda de um amigo para colocar o corpo no porta-malas de um veículo alugado e transportá-lo até a estrada rural onde foi abandonado.
Objetos localizados
Durante o cumprimento do mandado de busca, os investigadores localizaram o telefone celular da vítima escondido sob um colchão e cartões bancários ocultados sob um travesseiro.
O aparelho celular da investigada também foi apreendido e será submetido à perícia.
Investigação continua
Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento para esclarecer toda a dinâmica do crime, concluir os laudos periciais pendentes e apurar a eventual participação de outras pessoas na execução e na ocultação do corpo.
Segundo a autoridade policial, o objetivo é reunir todos os elementos necessários para a responsabilização criminal dos envolvidos.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.