A proprietária do imóvel localizado na rua Madre Maria Vilac, no Jardim Aeroporto III, na região Sul de Franca, onde a família de Maria Isabel teria sido mantida em cárcere privado, procurou a Polícia Civil nesta sexta-feira, 17, para prestar esclarecimentos. Ela afirma que desconhecia o uso da residência para a prática do crime e disse ter tomado conhecimento do caso apenas por meio das reportagens divulgadas nas redes sociais.
Segundo a mulher, há cerca de 20 dias deixou a casa e passou a morar temporariamente com a mãe por motivos de saúde. Desde então, o imóvel permaneceu sem sua presença.
Ela contou que foi até a delegacia com a intenção de prestar depoimento, mas afirma ter sido informada de que, naquele momento, não havia necessidade de ouvi-la.
“Vim aqui para ser ouvida e ninguém quis me ouvir. Falaram que não tinha necessidade.”
Como os homens teriam chegado ao imóvel
A proprietária disse que não conhece os homens que estariam na residência e garante não saber como eles tiveram acesso ao imóvel.
De acordo com seu relato, cerca de 15 dias atrás recebeu a informação de que alguns rapazes estariam na casa. Ela foi até o local para verificar a situação, mas, como existe uma praça nas proximidades frequentada por usuários de drogas, acreditou que as pessoas estivessem apenas na área externa e não dentro da residência.
Medo de voltar para casa
A mulher afirmou que vive dias de apreensão desde que o caso veio à tona e disse temer retornar ao imóvel. “Eu não estou vivendo com essa situação. Como vou voltar para aquela casa?”
Ela também relatou estar emocionalmente abalada com a repercussão do caso. “Estou com medo e preocupada.”
A proprietária reforçou que não tem qualquer conhecimento sobre a identidade dos homens que estariam utilizando o imóvel nem sobre a forma como eles chegaram à residência.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do cárcere privado e a participação dos envolvidos. Até o momento, não há informação oficial de que a proprietária seja investigada.
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