INVESTIGAÇÃO

Dona de casa usada em cárcere diz que desconhecia ocupação

Por Ariane Jud | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
GCN
Casa usada para cárcere no Jardim Aeroporto lll, em Franca
Casa usada para cárcere no Jardim Aeroporto lll, em Franca

A proprietária do imóvel localizado na rua Madre Maria Vilac, no Jardim Aeroporto III, na região Sul de Franca, onde a família de Maria Isabel teria sido mantida em cárcere privado, procurou a Polícia Civil nesta sexta-feira, 17, para prestar esclarecimentos. Ela afirma que desconhecia o uso da residência para a prática do crime e disse ter tomado conhecimento do caso apenas por meio das reportagens divulgadas nas redes sociais.

Segundo a mulher, há cerca de 20 dias deixou a casa e passou a morar temporariamente com a mãe por motivos de saúde. Desde então, o imóvel permaneceu sem sua presença.

Ela contou que foi até a delegacia com a intenção de prestar depoimento, mas afirma ter sido informada de que, naquele momento, não havia necessidade de ouvi-la.

“Vim aqui para ser ouvida e ninguém quis me ouvir. Falaram que não tinha necessidade.”

Como os homens teriam chegado ao imóvel

A proprietária disse que não conhece os homens que estariam na residência e garante não saber como eles tiveram acesso ao imóvel.

De acordo com seu relato, cerca de 15 dias atrás recebeu a informação de que alguns rapazes estariam na casa. Ela foi até o local para verificar a situação, mas, como existe uma praça nas proximidades frequentada por usuários de drogas, acreditou que as pessoas estivessem apenas na área externa e não dentro da residência.

Medo de voltar para casa

A mulher afirmou que vive dias de apreensão desde que o caso veio à tona e disse temer retornar ao imóvel. “Eu não estou vivendo com essa situação. Como vou voltar para aquela casa?”

Ela também relatou estar emocionalmente abalada com a repercussão do caso. “Estou com medo e preocupada.”

A proprietária reforçou que não tem qualquer conhecimento sobre a identidade dos homens que estariam utilizando o imóvel nem sobre a forma como eles chegaram à residência.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do cárcere privado e a participação dos envolvidos. Até o momento, não há informação oficial de que a proprietária seja investigada.

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