MÁFIA DAS CASINHAS

Ex-prefeito e grupo são cobrados por dívida de R$ 66 milhões

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Agência SP
Ministério Público busca execução de sentença contra 15 condenados por esquema de fraudes em obras habitacionais em Dracena.
Ministério Público busca execução de sentença contra 15 condenados por esquema de fraudes em obras habitacionais em Dracena.

O Ministério Público de São Paulo ingressou com uma ação para garantir o cumprimento de sentença contra 15 pessoas condenadas por atos de improbidade administrativa relacionados a um esquema de fraudes em contratos públicos de moradias populares em Dracena, cidade a aproximadamente 140 km de Araçatuba.

Entre os alvos da medida, estão um ex-prefeito do município e um empresário do setor da construção civil apontado pelas investigações como articulador do esquema. Segundo o MP, a organização utilizava empresas para participar de licitações, superfaturar contratos e desviar recursos destinados à construção de casas populares.

As irregularidades investigadas ocorreram entre 2005 e 2007 e foram apuradas inicialmente em inquérito civil conduzido pela Promotoria de Justiça de Dracena. O caso ganhou força após investigações da Polícia Federal que identificaram um amplo esquema de corrupção envolvendo obras habitacionais em municípios paulistas.

Conhecido na região como “Máfia das Casinhas”, o esquema foi alvo de operações conjuntas das forças de investigação e resultou em condenações nas esferas cível e criminal. As apurações apontaram a participação de agentes públicos, empresários e outros envolvidos em fraudes ligadas a programas habitacionais.

De acordo com as decisões judiciais já transitadas, os condenados deverão ressarcir os cofres públicos, pagar indenizações por danos morais coletivos e arcar com multas civis. O valor total das condenações ultrapassa R$ 66 milhões.

Além das penalidades financeiras, os réus também foram punidos com suspensão dos direitos políticos e impedimento de contratar com o poder público pelo período de cinco anos. Com a nova ação, o Ministério Público busca efetivar a cobrança dos valores estabelecidos pela Justiça.

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