O Tribunal do Júri da Comarca de Araçatuba julga, nesta quinta-feira (11), a partir das 9h, os réus Agnaldo Junio Mendes, conhecido como "Guigui", e André Gomes da Rocha, acusados de envolvimento em um homicídio ocorrido em março de 2020.
A sessão será realizada no Fórum de Araçatuba, aberta ao público, respeitada a capacidade do plenário. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, representante do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Segundo a denúncia, Patrick da Silva Cezareto foi morto no dia 26 de março de 2020, na rua Pedro Moreno, em Araçatuba. O Ministério Público sustenta que Agnaldo teria efetuado os disparos, enquanto André teria atuado como mandante do crime.
De acordo com a peça acusatória, André mantinha um relacionamento extraconjugal com a então namorada da vítima, funcionária de sua padaria. Ainda conforme a denúncia, Patrick teria descoberto o relacionamento e, posteriormente, pichado o veículo de André e de sua esposa.
Para o Ministério Público, esse episódio teria motivado o crime. A denúncia afirma que André, "motivado pelo sentimento de vingança", decidiu matar a vítima e teria solicitado que Agnaldo executasse a ação.
Ainda segundo a acusação, Patrick e outras pessoas foram até a Padaria Porto Real, de propriedade de André, onde compraram bebidas. Em seguida, teriam sido orientados a consumir os produtos em um imóvel vizinho, circunstância que, segundo o Ministério Público, teria sido criada para dificultar a fuga da vítima.
A denúncia relata que Agnaldo chegou ao local armado com um revólver, desceu de uma motocicleta e caminhou em direção a Patrick. Conforme os autos, a vítima ainda teria gritado "não Gui, não Gui" antes de ser atingida por diversos disparos.
O laudo necroscópico apontou que Patrick foi alvejado por cinco tiros e morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por ferimentos de arma de fogo.
Para a Promotoria, o homicídio foi praticado por motivo torpe, caracterizado pela suposta vingança, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. As qualificadoras serão submetidas à apreciação dos jurados.
O Ministério Público também atribui a André a condição de mandante, sustentando que ele teria concorrido diretamente para o crime ao ordenar a execução.
Durante o julgamento, acusação e defesa apresentarão suas teses ao Conselho de Sentença, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal dos réus.
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